Irã suspeita que resgate de piloto americano foi operação de fachada para roubar urânio enriquecido

Resgate de piloto americano no Irã foi dramático
O Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou nesta segunda-feira (6) que a operação dos Estados Unidos para resgatar um de seus pilotos pode ter sido uma fachada para "roubar urânio enriquecido".
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baqai, afirmou que há "muitas dúvidas e incertezas" sobre a operação, que ele classificou como um "desastre" para os EUA, e justificou a acusação:
"A área onde se alegava que o piloto americano estava, na província de Kohgiluyeh e Boyer-Ahmad, fica muito distante da área onde tentaram pousar ou pretendiam pousar suas forças no centro do Irã. A possibilidade de que tenha sido uma operação de engano para roubar urânio enriquecido não deve ser ignorada de forma alguma".
Destroços em Isfahan, no Irã, do que Teerã afirma serem de aeronaves militares dos EUA.
Divulgação/Guarda Revolucionária do Irã
O resgate do piloto americano foi anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, neste domingo (5). Trump disse que o militar é "muito corajoso" por ter sobrevivido às buscas iranianas até as forças norte-americanas chegarem até ele.
Trump chamou o resgate de "histórico" e disse que o piloto, que "estava atrás das linhas inimigas, nas traiçoeiras montanhas do Irã, sendo caçado", ficou ferido, mas "ficará bem".
O caça F-15E foi abatido por defesas aéreas iranianas em uma região montanhosa no sudoeste do país na sexta-feira (3). Dois tripulantes estavam a bordo e conseguiram ejetar antes da queda.
Enquanto um dos militares foi localizado e salvo por forças dos EUA poucas horas após o incidente, o segundo permanecia desaparecido.




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