“Sortudos de viver na Terra”, diz astronauta da Artemis II
O astronauta Jeremy Hansen, um dos integrantes da missão Artemis II, disse que “somos muito sortudos de viver na Terra” durante a transmissão ao vivo que mostrava o contato dos tripulantes com a central de contato com a Nasa. A comunicação ocorreu no final desta quarta-feira (8), o oitavo dia da missão.
Além disso, Hansen decidiu mandar um recado de conscientização para as pessoas que estão no planeta e sobre suas perspectivas sobre a viagem. Veja abaixo:
Uma perspectiva que aprendi com os outros ao longo da vida é que, sabe, nosso propósito neste planeta, como seres humanos, é encontrar alegria em nos apoiarmos mutuamente, criando soluções juntos em vez de destruir. E quando você vê as coisas dessa perspectiva (de fora do planeta), isso não muda, apenas reafirma essa ideia.
Jeremy Hansen, tripulante da Artemis II
A tripulação da Artemis II deve fazer mais uma correção de trajetória à Terra a partir da segunda queima de propulsores prevista para o final da noite desta quinta-feira (9).
Ainda durante o dia, os astronautas devem entrar novamente em contato com a Nasa para atualização de status da viagem e participarem de um evento de transmissão ao vivo.
Nasa busca repostas sobre vida fora da Terra
A busca pela resposta para a pergunta “estamos sozinhos?” está no cerne de quase todas as atividades da Nasa. Em entrevista à CNN, o administrador da Nasa, Jared Isaacman, contou como a agência monta as estruturas das futuras missões com o objetivo de desvendar os segredos do universo e encontrar sinais de vida fora da Terra.
Uma das peças fundamentais citadas por Isaacman é o lançamento do Telescópio Espacial Nancy Grace Roman, previsto para o final de 2026. O equipamento promete tem um campo de visão 100 vezes maior que o telescópio Hubble e uma taxa de varredura mil vezes superior. O fator pode ampliar a capacidade da agência de mapear o cosmos em busca de planetas habitáveis.
Além disso, a Nasa, segundo o administrador, planeja transformar a Lua em um posto avançado de observação. A construção de uma base permanente no Polo Sul lunar deve permitir, no futuro, a instalação de telescópios na superfície lunar. Isso pode criar uma infraestrutura para auxiliar na busca pela vida fora da Terra.
Outro foco da agência para o futuro é a determinação de missões robóticas para explorar locais com potencial bioógico no sistema solar. Entre os projetos destacado por Isaacman estão a Missão Titã e a criação de uma sonda interplanetária. A missão Titã consiste no envio de um octacóptero movido a energia nuclear para explorar a lua de Saturno, Titã.
Já o segundo projeto, é uma sonda nuclear que passará por Marte e liberará uma série de helicópteros para investigações científicas.
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