Insatisfeita com o partido, Maysa Leão reconsidera candidatura estadual
A possibilidade de disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa deixou de ser uma decisão consolidada para a vereadora Maysa Leão (Republicanos). Em declaração à imprensa nesta quinta-feira (9), a parlamentar afirmou que revisa seus próximos passos diante das mudanças internas no partido e da falta de cumprimento de acordos políticos previamente firmados.
Segundo Maysa, o cenário dentro da sigla mudou de forma significativa, o que a levou a repensar seu espaço e viabilidade na disputa.
“Estou reavaliando meu posicionamento e tentando entender onde me encaixo nesse contexto. Se não houver espaço legítimo, não faz sentido insistir. Não serei utilizada como instrumento para beneficiar outros”, afirmou.
A vereadora destacou ainda que sua decisão passa, necessariamente, pela percepção de respeito dentro da legenda. Para ela, o apoio político precisa ser recíproco.
“Tenho respaldo da população e preciso ter o mesmo dentro do partido. Caso contrário, não participo de um projeto onde eu seja apenas um meio”, pontuou.
Maysa também revelou que tem discutido o futuro político com familiares e reforçou que, embora não cogite abandonar a vida pública, pode redirecionar seus planos. Ela questiona se o Republicanos ainda mantém os princípios que motivaram sua filiação, lembrando que a composição inicial da chapa foi alterada de forma significativa. O que antes previa a participação de parlamentares já em mandato e um nome técnico acabou sendo ampliado para incluir mais lideranças políticas, como deputados, secretários e ex-prefeito.
Em tom crítico, a vereadora afirmou que a sigla perdeu identidade.
“O partido acabou se tornando um espaço ocupado por nomes que antes não tinham acolhimento em outros grupos”, disse.
Outro ponto de insatisfação envolve a tentativa frustrada de mudança partidária. Maysa relatou que chegou a receber sinal verde do vice-governador Otaviano Pivetta para se filiar ao PSDB, a convite do deputado estadual Carlos Avallone, mas que a liberação formal não se concretizou.




COMENTÁRIOS