Lula perde força em reduto histórico e aparece atrás de Flávio Bolsonaro na Bahia, aponta Veritá
A mais nova pesquisa do Instituto Veritá sobre a corrida presidencial de 2026 na Bahia mostra um cenário que chama atenção no principal reduto eleitoral do presidente Lula. No levantamento estimulado, Flávio Bolsonaro (PL) aparece na liderança com 34,8%, enquanto Lula (PT) surge logo atrás com 34,1%, em empate técnico no limite da margem, mas com vantagem numérica para o nome da direita.
O dado ganha ainda mais peso porque a Bahia sempre esteve entre os estados mais fortes do lulismo no Nordeste. Agora, a diferença apertada evidencia que Lula perdeu muito em um dos seus maiores redutos eleitorais, acendendo sinal de alerta no PT para a disputa de 2026. Vale lembrar que no segundo turno das eleições de 2022, o presidente Lula obteve 72% dos votos válidos na Bahia, uma vitória esmagadora sobre o candidato Jair Bolsonaro.
A pesquisa ouviu 2.020 eleitores baianos, entre os dias 18 e 24 de março de 2026, com margem de erro de 2,5 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O levantamento tem registro BA-02245/2026 e abrange moradores do estado com 16 anos ou mais.
Outro dado que aumenta o sinal de alerta para o PT na Bahia é a rejeição do presidente Lula. No cenário de confronto direto com Flávio Bolsonaro, 40,1% dos entrevistados disseram que não votariam em Lula, enquanto 33,4% rejeitam o nome do adversário. O índice mostra desgaste relevante do petista justamente em um estado historicamente favorável ao seu grupo político, reforçando a leitura de perda de força em um dos seus maiores redutos eleitorais.
Atrás dos dois primeiros colocados, o cenário ainda mostra Ronaldo Caiado com 2,3%, seguido por Pablo Marçal com 1,2%, enquanto os demais nomes aparecem abaixo de 1%.
Politicamente, o recado do eleitorado baiano é forte: a vantagem folgada de Lula no estado já não aparece mais como em ciclos anteriores, e a oposição agora demonstra competitividade real dentro de um território considerado estratégico para o presidente.
Pesquisa completa divulgada no site do Instituto:





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