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Cuiabá,11/04/2026

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Advogado de PM que matou moradora alega legítima defesa: “um único disparo”

cnnbrasil.com.br
Advogado de PM que matou moradora alega legítima defesa: “um único disparo”

A defesa da policial militar Yasmin Cursino Ferreira, que matou Thawanna Da Silva Salmázio na Cidade Tiradentes, na zona Leste de São Paulo, alega que a autora agiu em legítima defesa e “efetuou um único disparo” para cessar agressões que vinham por parte da vítima.


Em nota, Alexandre Guerreiro, advogado da policial, afirma que a policial é inocente e disse que a equipe acionou o socorro imediatamente após o ocorrido, informando as autoridades competentes. Segundo o marido da vítima, Luciano Gonçalves dos Santos, ela não foi socorrida de imediato. O Corpo de Bombeiros apura o tempo de resposta no socorro.


“Estando no exercício da função, ela foi agredida e efetuou um único disparo para cessar a escalada das agressões por parte da vítima”, afirmou o advogado. A Corregedoria da Polícia Militar investiga a militar pela falta do uso da câmera corporal durante ação policial que resultou na morte de Thawanna.


Em nota, a SSP (Secretaria da Segurança Pública) informou que os dois policiais envolvidos foram afastados das atividades operacionais. Todas as provas, incluindo, além das imagens, os laudos periciais e depoimentos, estão sendo analisadas com rigor.


O caso é investigado pelo DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa) e por meio de Inquérito Policial Militar (IPM), com acompanhamento das corregedorias das instituições envolvidas.




Entenda o caso


Na madrugada do último dia 3 de abril, foi registrada a morte de Thawanna Da Silva Salmázio, baleada por policiais na Cidade Tiradentes, na zona Leste de São Paulo, após uma discussão com agentes sobre a alta velocidade da viatura que utilizavam.


Por volta das 20h de quinta-feira (2), Thawanna e Luciano estavam andando na rua de seu bairro, quando uma viatura passou por ambos. Na ocasião, a mulher deu início à um debate devido, de acordo com Luciano, a velocidade em que o veículo passou e o perigo da ação.


Contudo, a policial militar Yasmin Cursino Ferreira afirmou em depoimento que o disparo ocorreu pois a vítima e o marido aparentavam estar alterados e discutiam no meio da rua quando a viatura passava e, ao observar ambos, decidiram voltar e verificar o que acontecia.


Luciano foi contido por outros policiais da equipe, enquanto Yasmin conversava com Thawanna que, em meio a discussão, desferiu um tapa na cara da militar. Diante do cenário, Yasmin relatou que foi necessário “o emprego de força para cessar a agressão e garantir a segurança da equipe e dos envolvidos.”


Após a ocorrência, policiais militares e moradores da Cidade Tiradentes, na zona leste de São Paulo, entraram em confronto. Conforme a PM, moradores pararam um ônibus na rua Luis Carlos Libay e tentaram incendiar o veículo durante um protesto pela morte da mulher.


No dia 5 de abril, a policial militar foi afastada do cargo e teve a arma apreendida. 




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