Vice do PT se reúne com Silvio Almeida, denunciado pela PGR por assédio
O ex-ministro dos Direitos Humanos Silvio Almeida, denunciado pela PGR (Procuradoria-Geral da República) por importunação sexual contra a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, em 2024, aceitou o convite do vice-presidente nacional do PT e prefeito de Maricá (RJ), Washington Quaquá, para assumir a coordenação do futuro Museu da Contribuição Africana ao Brasil, além de um cargo na UniMar (Universidade do Mar), projeto anunciado ainda em 2022, em Maricá, mas que ainda não saiu do papel.
O convite ocorreu durante um encontro entre Almeida e Quaquá em São Paulo neste domingo (12). Em uma publicação compartilhada na redes sociais, Quaquá classificou Silvio como “o grande intelectual da negritude e da periferia brasileira“. O encontro também contou com as presenças do arquiteto e empresário Alex Allard e do líder do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) João Paulo Rodrigues.
O Museu da Contribuição Africana ao Brasil foi anunciado pelo prefeito de Maricá em 2025, em Lisboa, Portugal. A intenção é criar um equipamento cultural voltado a valorizar a influência africana na história e na identidade do país. Já a base da UniMar (Universidade do Mar) no município foi anunciada em 2022, em parceria com a UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), mas ainda não saiu do papel.
Denúncias de assédio envolvendo Silvio Almeida
Almeida foi demitido da pasta dos Direitos Humanos em setembro de 2024, após denúncias de assédio sexual. Na ocasião, a organização Me Too Brasil confirmou o recebimento de denúncias contra ele. Uma das vítimas relatadas foi a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco.
O ex-ministro também foi indiciado pela PF (Polícia Federal) e denunciado pela PGR. Na denúncia, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirma que as provas levantadas durante a investigação corroboram o relato de Anielle.
Silvio Almeida nega todas as acusações. Ele alegou que as denúncias foram utilizadas para afastá-lo da vida política e criticou o que chamou de “linchamento público”.
Ele também declarou que houve uso indevido de uma “causa importante”, em referência ao combate à violência contra mulheres, para sustentar acusações que seriam falsas.
Almeida ainda questionou a forma como as denúncias vieram a público e disse que não foram apresentadas, até o momento, informações que permitam comprovar a veracidade das alegações.
*Sob supervisão de João Ker





COMENTÁRIOS