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Cuiabá,12/04/2026

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Europa respira aliviada com derrota de Orbán na Hungria, diz especialista

cnnbrasil.com.br
Europa respira aliviada com derrota de Orbán na Hungria, diz especialista

A derrota eleitoral de Viktor Orbán marca o fim de uma era de 14 anos de governo na Hungria caracterizado por relações tensas com a União Europeia. Peter Magyar, candidato de centro-direita, venceu as eleições presidenciais com forte apoio entre os jovens e promessas de retomar o diálogo com Bruxelas.


Segundo análise de Carolina Pavese, professora de Relações Internacionais do Instituto Mauá, durante o Agora CNN, a Europa “respira aliviada” com o resultado das eleições.


“A gente deve esperar uma normalidade nessas relações da Hungria, que é um membro importante da União Europeia e que tem causado muito estrago na integração do bloco, fazendo uma forte oposição a Bruxelas em várias frentes, desde a área de migração até a parte de segurança”, explicou.


O governo de Orbán foi marcado por medidas autocráticas que incluíram a centralização e controle de instituições judiciais, reformas constitucionais polêmicas e controle da imprensa.


A professora relembrou que essas ações levaram a Hungria a sofrer sanções dentro da própria União Europeia, com o congelamento de fundos importantes que contribuíram para a derrocada econômica do país – um dos fatores principais para a derrota eleitoral.


Relações com a Rússia e impacto no conflito ucraniano


Um dos pontos mais relevantes da derrota de Orbán é o possível impacto nas relações entre a Hungria e a Rússia. Pavese destacou que o primeiro-ministro derrotado era visto como um “cavalo de Troia” na União Europeia, impedindo decisões que necessitavam de consenso na agenda de política externa, especialmente em relação ao conflito na Ucrânia.




A especialista advertiu que não se deve esperar uma virada radical na política húngara, já que Peter Magyar serviu ao partido de Orbán até 2024.


“Magyar defende, com muita cautela, uma posição na Ucrânia ainda de não-intervenção, mas certamente facilitará um diálogo”, afirmou.


O legado de Orbán e sua influência global


Viktor Orbán esteve na política húngara desde 1998, retornando ao poder em 2010 com uma agenda populista de extrema-direita.


Durante seu governo, promoveu discursos anti-europeus, anti-globalistas e críticos às questões de gênero e direitos humanos. Sua popularidade aumentou significativamente durante a crise migratória na Europa em 2015 e 2016, quando foi o primeiro a defender a construção de muros para impedir o fluxo de refugiados.


Pavese enfatizou que Orbán não foi um caso isolado, mas parte de uma onda de movimentos de extrema-direita na Europa, incluindo a Polônia, Itália, Alemanha e Portugal.


“Essa derrota do Orbán significa também uma derrota para Donald Trump, que inclusive enviou o seu vice-presidente JD Vance na semana passada para a Hungria”, explicou.


Segundo ela, Trump pediu explicitamente que a população húngara votasse em Orbán, demonstrando uma intervenção direta no processo eleitoral.


A vitória de Peter Magyar foi impulsionada principalmente pelo eleitorado jovem, que vê benefícios em participar de um mundo mais globalizado e na integração com a União Europeia.


A pressão para derrotar Orbán era tão grande que outros partidos de oposição, incluindo os de centro e esquerda, abriram mão de suas candidaturas quando perceberam que Magyar tinha maiores chances de vencer, concluiu a especialista.



Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.




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