Abilio vê como estratégica aproximação de Flávio com lideranças de outros partidos
A articulação política do senador Flávio Bolsonaro em Mato Grosso provocou desconforto entre integrantes do Partido Liberal (PL), mas foi prontamente defendida pelo prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, que tratou a estratégia como parte natural de um projeto nacional.
O incômodo dentro da sigla surgiu após o parlamentar que é pré-candidato à presidência anunciar sua agenda no estado ao lado de lideranças do Progressistas (PP), como Cidinho Santos e Nilson Leitão, em vez de priorizar nomes do próprio partido. A movimentação foi interpretada por aliados como um gesto de afastamento interno.
Ao se posicionar sobre o episódio, Brunini minimizou o mal-estar e reforçou que a construção de uma candidatura presidencial competitiva exige diálogo amplo e capacidade de agregar diferentes forças políticas. Segundo ele, limitar alianças a um único grupo pode comprometer a viabilidade eleitoral de qualquer projeto de alcance nacional.
“Para ganhar uma eleição de presidente, você tem que ter o apoio de todo mundo. Você não pode ter o apoio só de um lado. O Flávio, nesse projeto de pré-candidato, vai buscar receber o apoio de todo mundo”, justificou.
O prefeito também alertou para os riscos de divisões dentro do mesmo campo ideológico, destacando que conflitos internos podem enfraquecer estratégias maiores. Para ele, o foco deve permanecer na consolidação de apoio político e na ampliação da base eleitoral.
Como exemplo, Abílio citou a aliança entre Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin, ressaltando que composições entre antigos adversários são comuns na política e, muitas vezes, determinantes para alcançar parcelas do eleitorado que um partido isoladamente não conseguiria atingir.





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