Mato Grosso proíbe uso de inteligência artificial para criar “deep nudes”
O Governo de Mato Grosso sancionou, nesta segunda-feira (13), a Lei nº 13.257/26, que proíbe o desenvolvimento, a comercialização e o uso de ferramentas de inteligência artificial voltadas à criação de “deep nudes”. A medida atinge conteúdos manipulados que expõem pessoas nuas sem consentimento.
A legislação é resultado de um projeto apresentado pelo deputado estadual Eduardo Botelho (MDB). Segundo ele, a proposta surgiu como resposta ao crescimento desse tipo de prática no ambiente digital.
A nova lei determina que qualquer tecnologia utilizada para esse fim passa a ser considerada ilegal no estado. Além disso, o texto reforça a proteção à privacidade, à dignidade e à integridade das pessoas diante do avanço das ferramentas digitais.
Plataformas terão obrigações
A norma também impõe responsabilidades às plataformas digitais. Elas deverão adotar medidas técnicas para identificar e remover conteúdos desse tipo, criar canais de denúncia acessíveis e colaborar com autoridades em investigações.
Segundo Eduardo Botelho, o objetivo é garantir que a tecnologia seja usada com responsabilidade. “A tecnologia precisa caminhar junto com a responsabilidade. Não podemos permitir que ferramentas de inteligência artificial sejam utilizadas para violar a intimidade”, afirmou.
Caráter preventivo e educativo
Além da punição, a legislação prevê ações educativas. O texto estabelece campanhas de conscientização sobre o uso ético da inteligência artificial e os riscos da disseminação de conteúdos manipulados.
O parlamentar destacou que a proposta vai além da punição. “Nosso objetivo não é apenas punir, mas também orientar a sociedade. É fundamental que as pessoas compreendam os impactos desse tipo de prática”, completou.
Sanções e regulamentação
A lei prevê sanções para quem descumprir as regras, incluindo multas, suspensão de atividades e outras penalidades previstas na legislação vigente. O projeto que deu origem à norma foi apresentado em 2023.
Com a sanção, Mato Grosso passa a integrar o grupo de estados que avançam na regulamentação do uso da inteligência artificial, estabelecendo limites para evitar abusos e garantir o uso responsável da tecnologia.





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