Os erros de Chico Xavier em mensagens psicografadas, segundo pesquisadores da UFJF
Uma pesquisa recente sobre uma gravação de 1955 de Chico Xavier (1910-2002), conduzida por pesquisadores de Portugal e da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), detalha o grau de precisão das informações analisadas, mas sem deixar de lado as divergências identificadas. Segundo o estudo, 87,7% dos 65 itens verificáveis foram classificados como corretos, enquanto cerca de 3% apresentaram inconsistências.
Publicado na revista científica Explore, o artigo Análise da Ocorrência de Recepção Anômala de Informação Mediúnica: O Caso de Chico Xavier e Isidoro Santos aponta que os erros se concentram, principalmente, em nomes e localizações de personalidades mencionadas pelo médium. Em um dos trechos verificados pela coluna GENTE, ele afirma que um dos falecidos vivia no Porto. A pesquisa, porém, indica que o homem nasceu em Mafra e passou a maior parte da vida em Lisboa, apesar de ter “escolhido ser sepultado no Porto por afinidade emocional”.
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Em outro momento, surge o nome Laura, que não foi identificado pelos pesquisadores. De acordo com o professor Alexander Moreira-Almeida, coordenador do estudo, o médium menciona Laura e Manuela como filhas de um dos falecidos. “Mas não se sabe quem é. Manuela era uma das filhas, mas Laura, não”, explicou à coluna.
O levantamento também registra casos de acertos parciais. Ao descrever a aparência de um dos falecidos, por exemplo, o médium menciona a presença de barba, enquanto a verificação aponta que o homem usava bigode e cavanhaque.
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Participaram do estudo pesquisadores de Portugal e do Núcleo de Pesquisas em Espiritualidade e Saúde (NUPES), da Faculdade de Medicina da UFJF. O artigo é assinado por Carlos Miguel Pereira, Alexandre Caroli Rocha, Jorge Gomes, José Lucas, Júlio Silva e pelo professor Alexander Moreira-Almeida.
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