Após decreto de emergência, vereadores liberam milhões para conter crise na saúde
Diante do colapso na rede pública de saúde, a Prefeitura de Tangará da Serra declarou situação de emergência após constatar a sobrecarga contínua nas unidades de atendimento. O principal ponto de pressão é a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), que, há cerca de três meses, vem operando além de sua capacidade, acumulando 23.756 atendimentos somente no início de 2026.
Mesmo dispondo de 18 leitos, a UPA registra ocupação superior a 100% de forma recorrente, com média diária entre 28 e 32 pacientes internados, muitos deles permanecendo por até duas semanas em estruturas adaptadas, o que evidencia o cenário crítico.
A situação também é preocupante no Hospital Municipal Arlete Daisy Cichetti de Brito. Em março, a taxa geral de ocupação chegou a 84%, com a Clínica Médica atingindo 98% e a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), 95%.
Em resposta à crise, a Câmara Municipal foi convocada em caráter emergencial e realizou sessão na manhã de segunda-feira (13). Na ocasião, os vereadores aprovaram, por 12 votos favoráveis, dois projetos de lei voltados ao enfrentamento imediato da situação.
Uma das propostas altera a legislação vigente para permitir a ampliação de contratações temporárias na área da saúde, incluindo novas vagas para enfermeiros e médicos plantonistas, além de ajustes nas regras para admissões emergenciais.
O segundo projeto autoriza a abertura de crédito especial no valor de R$ 2,45 milhões, destinados ao custeio dessas contratações e à ampliação dos serviços. O recurso também será utilizado para estender o horário de funcionamento de três Unidades Básicas de Saúde e reforçar as equipes da UPA, priorizando o atendimento a pacientes com doenças respiratórias.





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