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Cuiabá,14/04/2026

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Irã pode resistir ‘por semanas’ a bloqueio do Estreito de Ormuz pelos EUA, diz jornal

veja.abril.com.br
Irã pode resistir ‘por semanas’ a bloqueio do Estreito de Ormuz pelos EUA, diz jornal

Embora os Estados Unidos tenham iniciado um bloqueio naval ao Estreito de Ormuz para enfraquecer as capacidades econômicas do Irã, Teerã tem condições de resistir ao cerco por “semanas ou meses” devido ao acúmulo de reservas de petróleo fora do Golfo Pérsico. As informações foram reveladas pelo jornal americano The Wall Street Journal na última segunda-feira, 13, e apontam a estratégia iraniana como uma forma viável de contornar as medidas promovidas pelo presidente americano, Donald Trump.


De acordo com o WSJ, Teerã atualmente conta com 160 milhões de barris de petróleo ancorados no oceano, longe do bloqueio promovido por Washington. Mais de 90% do combustível iraniano têm refinarias de pequeno porte na China como compradoras, que não conseguem absorver todo o material de imediato devido às cotas anuais estabelecidas por Pequim.





Levando em conta os 1,8 milhão de barris diários enviados por Teerã a Pequim, o volume de combustível em alto-mar pode abastecer a demanda chinesa até meados de junho. Tal cenário proporciona uma importante margem de tolerância aos persas, aumentando a tensão na queda de braço entre Estados Unidos e Irã para verificar quem consegue suportar mais danos econômicos.


+ O que significa fazer um bloqueio naval, como Trump ameaça no Estreito de Ormuz


Desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, Teerã exporta uma quantidade maior que o normal de petróleo para o exterior. Dados da plataforma de análise Vortexa mostram que em março foram 1,84 milhão de barris exportados pelo Irã diariamente, enquanto em fevereiro o volume chegou a 2,15 milhões de barris por dia. Os números representam uma alta de 26% na comparação com os níveis de 2025.


Ao mesmo tempo, o Irã tem utilizado sua posição estratégica no Estreito de Ormuz, importante rota por onde passam 20% do petróleo mundial, para bloquear o acesso a embarcações não alinhadas ao regime. O cenário fez com que os iranianos se tornassem os únicos exportadores ativos de petróleo da região, proporcionando uma disparada nos preços mundiais da commodity e uma crise energética subsequente.



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+ Apesar de bloqueio dos EUA, navios sancionados atravessam Estreito de Ormuz


A alta do petróleo fez com que a pressão sobre Trump para um encerramento do conflito aumentasse, visando sanar os danos econômicos globais. Após negociações malsucedidas no Paquistão, o presidente americano tomou a decisão de pagar ao Irã na mesma moeda, impondo seu próprio bloqueio aos navios iranianos, como uma forma de pressionar os persas na mesa de negociação e devolver a normalidade ao estreito.


Enquanto esse objetivo não é alcançado, os preços do petróleo tendem a subir. Apesar do valor do barril Brent estar em pouco mais de US$ 101 por barril (aproximadamente R$ 505) na segunda, número abaixo do registrado na semana anterior ao cessar-fogo temporário, empresas têm se preparado para preços estimados em US$ 175 por barril (cerca de R$ 875), uma vez que o encerramento das hostilidades parece distante.


“Em breve vocês sentirão saudades da gasolina a US$ 4 ou US$ 5”, ameaçou o presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, após o fracasso das tratativas com os EUA no Paquistão.



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