‘À prova de’ ou ‘a prova de’? Saiba como não tropeçar na crase
Fala, moçada!
Recebo toda semana perguntas de vocês na caixa de entrada, e ontem chegou uma que não podia deixar passar. Um estudante mandou assim: “Professor, vi escrito ‘à prova d’água’ em um relógio, mas tem gente que escreve ‘a prova de água’. Qual é o correto? Tem crase ou não tem?”
Pois é, meus amigos, essa dúvida é mais comum do que a gente imagina!
A resposta é simples e direta: Se você está falando de resistência, de algo que suporta alguma coisa (tipo água, fogo ou balas), o correto é À PROVA DE, com nosso querido acento grave, a famosa crase.
Por que tem crase?
Muita gente acha que crase é só preposição (a) + artigo definido feminino (a), mas aqui temos um caso bem específico.
A expressão “à prova de” é uma locução adverbial de modo com núcleo feminino (“prova”). Crase obrigatória!
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Essas locuções formadas por palavras femininas (como “à moda de”, “à direita”, “às pressas”) levam o acento grave para indicar sentido. É a regra que nunca falha.
Exemplos que funcionam sempre:
- “Este relógio é à prova d’água.”
- “Nossa amizade é à prova de fofocas!”
Mas “a prova” sem crase existe?
Sim! Você só usa sem acento se estiver se referindo à palavra “prova” como objeto da frase, sem ser uma locução de resistência.
Exemplo: “Vou fazer a prova de português amanhã.” (Aqui é apenas o artigo “a” acompanhando o substantivo “prova”.)
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O teste que nunca falha
Troque a palavra feminina (prova) por uma masculina equivalente, tipo “teste”. Se o “à” virar “ao”, a crase está confirmada!
- “Relógio ao teste de choque” → Virou “ao”? Então “à prova” tem crase!
- “Vou fazer o teste” → Virou “o”? Então “a prova” é sem crase!
Viu como fica fácil quando a gente usa a lógica?
Conclusão
Agora você já pode conferir a etiqueta dos produtos e ver se o fabricante manja de português ou se precisa de uma aula aqui com a gente!
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Já sabia dessa regra das locuções femininas? Fiquem ligados, na próxima coluna voltamos para deixar seu português blindado e à prova de erros.
Até a próxima!
Professor Noslen Borges
Revisão textual: Profª. Ma. Glaucia Dissenha
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