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Cuiabá,14/04/2026

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Começa julgamento sobre responsabilidade de equipe médica na morte de Maradona

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Começa julgamento sobre responsabilidade de equipe médica na morte de Maradona

Um novo julgamento para determinar a responsabilidade da equipe médica na morte da lenda do futebol Diego Armando Maradona teve início nesta terça-feira, 14. Realizado em um tribunal em San Isidro, na região metropolitana de Buenos Aires, a audiência acontece um ano após o primeiro julgamento sobre o falecimento do craque ser suspenso devido à violação das regras judiciais da Argentina por uma magistrada.


Iniciado às 10h da manhã, o julgamento irá ouvir 92 testemunhas para determinar se os sete réus envolvidos nos cuidados médicos de Maradona devem responder por homicídio simples com dolo eventual. Os acusados são a psiquiatra Agustina Cosachov, o psicólogo Carlos Angel Díaz, o neurocirurgião Leopoldo Luque, o enfermeiro-chefe Mariano Ariel Perroni, o médico Pedro Pablo Di Spagna e o enfermeiro Ricardo Almiron. Caso sejam condenados, eles podem enfrentar penas de prisão entre oito e 25 anos.





Campeão da Copa do Mundo em 1986, Maradona morreu em novembro de 2020, vítima de um ataque cardíaco. Aos 60 anos de idade, o ídolo argentino se recuperava de uma cirurgia no cérebro para remover um coágulo sanguíneo. Suspeitas de negligência só vieram à tona em 2021, quando o Ministério Público nomeou uma junta médica para investigar o falecimento do ex-atleta, concluindo que a equipe agiu de forma “inadequada, deficiente e imprudente”.


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Durante manifestação nesta terça, o promotor Patrício Ferrari afirmou que os acusados não cumpriram todas as suas responsabilidades junto ao craque.


“Maradona foi abandonado ao seu destino, condenado à morte”, disse Ferrari, apontando que os “réus não fizeram nada para impedir” que ele morresse. Segundo o promotor, o ex-jogador “começou a morrer 12 horas antes de sua morte real”, e que uma transferência para um hospital teria salvado sua vida.



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Após a manifestação do Ministério Público, a defesa dos réus fez sua exposição. O advogado de Luque, Roberto Rallin, definiu o julgamento como “incomum” e “injusto”, apontando que “todos gostariam que Diego estivesse vivo” e que é necessário um “julgamento justo, que resista às pressões da mídia”. No geral, os acusados deverão alegar que a morte de Maradona era inevitável devido a seus problemas de saúde de longa data.


Um primeiro julgamento sobre o caso teve início em março de 2025, mas foi declarado nulo dois meses depois. Na ocasião, uma das três juízas envolvidas no caso, Julieta Makintach, foi vista sendo entrevistada por uma equipe de filmagem responsável por um documentário não autorizado sobre o julgamento de Maradona. A atitude violava as regras judiciais argentinas, levando à nulidade do processo.



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