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Cuiabá,14/04/2026

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Guerra no Oriente Médio impulsiona lucros recordes de bancos de Wall Street no 1º trimestre

veja.abril.com.br
Guerra no Oriente Médio impulsiona lucros recordes de bancos de Wall Street no 1º trimestre












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O conflito entre Estados Unidos e Irã provocou uma onda de volatilidade nos mercados globais que acabou beneficiando diretamente os maiores bancos de Wall Street.


Instituições financeiras como JPMorgan Chase, Citigroup e Wells Fargo registraram lucros combinados superiores a 25 bilhões de dólares no 1º trimestre, impulsionados principalmente pelo desempenho recorde de suas mesas de negociação.


O movimento ocorre em um contexto de forte instabilidade geopolítica e incerteza econômica, em que oscilações abruptas nos preços de ativos, especialmente petróleo e juros, ampliaram a demanda por operações financeiras e estratégias de proteção por parte de investidores e empresas.


Volatilidade vira combustível para o lucro


A turbulência nos mercados, intensificada pela guerra no Oriente Médio e por outros choques geopolíticos, como tensões na América Latina, levou a fortes oscilações em commodities, moedas e títulos públicos.


Esse ambiente favorece bancos de investimento, que lucram ao intermediar operações e oferecer liquidez.



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No período, o JPMorgan Chase reportou lucro de 16,5 bilhões de dólares, alta de 13% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior.


A receita com trading atingiu 12 bilhões de dólares, um recorde histórico, consolidando a liderança do banco no segmento.


Executivos da instituição destacaram que, apesar da volatilidade, os mercados não apresentaram disfunções graves, como falta de liquidez, o que manteve os clientes ativos.


Esse tipo de cenário é considerado ideal para bancos, pois combina grandes variações de preços com fluxo constante de operações.


Citi avança com reestruturação e supera expectativas


O Citigroup também se beneficiou do cenário. O banco registrou lucro de 6 bilhões de dólares, crescimento de 42% em relação ao ano anterior, e sua maior receita trimestral em mais de uma década.



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Os resultados reforçam o avanço do plano de reestruturação liderado pela CEO Jane Fraser, que vem promovendo cortes de custos, saída de mercados internacionais e foco em áreas mais rentáveis.


O retorno sobre capital tangível atingiu 13%, superando as metas internas.


Analistas avaliam que o banco entra agora em uma nova fase, com perspectiva de crescimento após anos de ajustes estruturais.


Wells Fargo mostra resiliência, mas alerta para consumo


Mais dependente do crédito tradicional, o Wells Fargo apresentou lucro de 5,3 bilhões de dólares, alta de 7%.


A carteira de empréstimos ultrapassou 1 trilhão de dólares, marco simbólico após o fim de restrições regulatórias impostas ao banco nos últimos anos.



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Apesar do resultado positivo, a instituição sinalizou preocupação com os efeitos indiretos da guerra sobre os consumidores.


O aumento dos preços de combustíveis já elevou os gastos das famílias americanas com gasolina entre 25% e 30%.


Ainda assim, executivos e analistas apontam que o consumo nos EUA segue relativamente robusto, sustentado por mercado de trabalho aquecido e crescimento de renda.


Economia americana resiste, mas riscos aumentam


O CEO do JPMorgan Chase, Jamie Dimon, afirmou que a economia dos Estados Unidos permanece resiliente, apesar de um ambiente mais complexo.


Segundo ele, os gastos com energia representam cerca de 3% do orçamento médio das famílias, o que limita o impacto imediato da alta do petróleo.



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Por outro lado, instituições como o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial vêm alertando que uma escalada prolongada do conflito pode pressionar a inflação global e desacelerar o crescimento, especialmente em economias emergentes.


Petróleo e juros no centro das atenções


O comportamento do petróleo continua sendo um dos principais termômetros do impacto econômico da guerra.


Após atingir picos próximos de US$ 100 por barril, os preços recuaram com a perspectiva de negociações diplomáticas, mas seguem elevados em relação ao período pré-conflito.


Esse cenário tem efeitos diretos sobre as expectativas de juros.


Com inflação pressionada por energia, bancos centrais podem manter políticas monetárias mais restritivas por mais tempo, o que também alimenta a volatilidade e, consequentemente, os ganhos das instituições financeiras.


Lucros em alta não eliminam incertezas


Embora os resultados do 1º trimestre reforcem a capacidade dos grandes bancos de lucrar em momentos de crise, analistas alertam que o cenário permanece frágil.


Uma deterioração mais intensa da economia global, ou uma escalada militar mais ampla, pode reduzir a atividade financeira e afetar o crédito.


Por ora, porém, o conflito no Oriente Médio tem funcionado como um catalisador inesperado de ganhos para Wall Street, mostrando como, em momentos de instabilidade, o sistema financeiro global encontra formas de transformar risco em lucro.










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