Morre aos 68 anos Oscar Schmidt, o maior cestinha do basquete brasileiro
"Mão Santa é o caramba!", protestava Oscar Schmidt sempre que questionado sobre seu apelido. "É Mão Treinada! Acho que ninguém treinou tanto quanto eu treinei."Um dos grandes cestinhas da história, com 49.737 pontos, Oscar foi obstinado pelo esporte desde que seu tio Alonso o convenceu, aos 13, a jogar. Tão persistente em quadra que bateu recorde atrás de recorde e fez de seu nome um dos maiores do basquete brasileiro.Ele morreu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos, em São Paulo. Estava internado no Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana (HMSA), em Santana do Parnaíba, em São Paulo.Oscar praticava mais de 500 arremessos após os treinos, quando os colegas já tinham ido embora. "Só saía da quadra após acertar 20 cestas seguidas. Meus números e minha taxa de acerto foram fruto disso", contava.Nem quando ficou 25 dias com a mão engessada ele parou de treinar. Em 1986, quando o filho, Felipe, estava para nascer, deixou a mulher, Cristina, no hospital, e voltou ao treino. O parto demoraria para acontecer, e ele tinha uma semifinal no dia seguinte.Em casa, era Cristina quem lhe servia de gandula.
Como resultado de tanta dedicação, alcançou números expressivos: foi cestinha em três Jogos Olímpicos (1988, 1992 e 1996). Chegou a fazer 55 pontos em um jogo e ainda é o recordista de pontos no basquetebol das Olimpíadas, com 1.093 computados ao longo de cinco edições. Chegou a ostentar o título de maior cestinha da história antes de ser ultrapassado por LeBron James, em 2024.Em 1997, pelo Bandeirantes, fez 74 pontos contra o Corinthians, recorde em uma partida no Brasil. A torcida alvinegra já conhecia bem seu talento. No ano anterior, ele havia liderado o time da zona leste paulistana rumo ao título brasileiro.Oscar apontava que seu aproveitamento era fruto do esforço, mas nem por isso brincava com a sorte: só entrava em quadra com o pé direito e trocava de tênis apenas após uma derrota. Antes dos jogos, costumava rezar.De tanto treinar,...





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