Anitta fala sobre Shakira, política e candomblé ao lançar novo álbum
De novo, Anitta se reinventa e apresenta um novo álbum com uma proposta diferente dos outros. No último lançamento, Funk Generation, o foco era fazer músicas dançantes, com letras explícitas e para se divertir. Em Equilibrium a carioca explora a ligação com o candomblé, coloca o público para refletir, mas ainda deixa o toque de funk, para não esquecerem como ela surgiu na indústria musical. O disco tem apenas quatro músicas solos, as outras 15 são colaborações com diferentes artistas. Entre eles: Marina Sena, Liniker, Os Garotin e Shakira.
Mensagem. Anitta explica que não é um álbum religioso e sim um estado de espírito, que reúne diversas coisas que ela acredita. A seu ver, as músicas que mais representam a ideia do disco é Deus Existe e Caminhador, esta em parceria com a Liniker. “É bom meditar e ter esse momento de reflexão, silêncio, intenção. Acho que as pessoas às vezes tem, eu não sei por qual motivo, uma questão vergonhosa de falar sobre meditar. Eu quis trazer essa coisa do porquê a gente aponta tanto o dedo um para o outro”.
Intolerância religiosa. A cantora, que é do candomblé, em diversos momentos cita orixás no álbum. “Eu não sei se elas (as pessoas) estão abertas para para respeitar o lugar do outro, para escutar o outro. A gente fica muito preocupado em lacrar e não criar uma coisa incrível”.
Shakira em Choka Choka. Em maio, a colombiana chega ao Brasil para se apresentar em Copacabana. Anitta afirma que está tentando gravar um vídeo com Shakira, mas ainda não sabe se será possível. “Shakira já era uma amiga, a gente mora bem pertinho aqui em Miami. Eu mostrei o álbum e ela escolheu essa música para a gente gravar. Acabamos gravando à distância. Ela me mandou flores no meu aniversário, depois paro lançamento do álbum… É uma amiga carinhosa, cuidadosa, querida mesmo”.
Política. O governo federal utilizou do álbum para promover a proposta contra a escala 6×1. Anitta diz que ficou muito feliz de ter sido usada como exemplo. “Achei o máximo, até comente, defendo muito essas ideias”. A cantora também criticou o extremismo na política brasileira nos últimos anos. “Defendo ideias, que vão englobar, unir e apoiar as pessoas que têm mais dificuldades, menos oportunidades e apoiar as minorias. Acho que ninguém nesse mundo fala 100% de m*. Pelo menos 1 ou 2% essa pessoa fala de coisas boas, né? Qualquer pessoa é capaz de amar”.
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Críticas do público conservador. Desde que começou a fazer sucesso, ela é alvo desse grupo por falar sobre assuntos de maneira explícita, mas declara que não se importa com o que eles pensam. “Só estão interessados em mim se for para ganhar engajamento, para falar mal ou, sei lá, ganhar alguma vantagem nesse sentido. Não teria por que pensar nessas pessoas, mesmo que elas estejam me atacando… Vejo como uma coisa completamente indiferente e irrelevante na minha vida”.
Álbum mais caro. Anitta revelou que este foi o disco que mais custou dinheiro para produzir. Durante o desenvolvimento das músicas, ela precisou gastar com valores de passagens da produção, ida para programas, gravação de clipes, entre outros. “Eu não vou dizer o quanto, porque a galera é sensacionalista e isso vai tirar o foco da mensagem principal do álbum, mas foi o que mais gastei dinheiro em tudo”.
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