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Cuiabá,19/04/2026

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Quem sempre esteve e quem chegou agora? Agenda de Flávio Bolsonaro em Sinop expõe contrastes

rgtnews.com.br
Quem sempre esteve e quem chegou agora? Agenda de Flávio Bolsonaro em Sinop expõe contrastes

A corrida pelo apoio do senador Flávio Bolsonaro no cenário eleitoral de Mato Grosso começa a ir além das articulações de bastidores e passa a expor diferenças concretas de trajetória entre os principais nomes colocados na disputa ao governo em 2026.





Afinal, quem estará ao lado do pré-candidato durante sua visita a Sinop, na próxima quarta-feira (22/04)?





De um lado, o senador Wellington Fagundes (PL) apresenta uma trajetória consolidada dentro do campo bolsonarista, construída ao longo dos anos, inclusive antes da filiação do ex-presidente Jair Bolsonaro ao Partido Liberal. De outro, o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) busca hoje aproximação com esse mesmo grupo após um histórico de críticas públicas ao ex-presidente.





Nos bastidores, ambos tentam interlocução com o núcleo político ligado a Flávio Bolsonaro, uma das principais pontes nacionais desse campo. A disputa evidencia o peso que o bolsonarismo ainda exerce sobre o eleitorado de direita em Mato Grosso e a relevância do aval político para 2026.





No caso de Wellington Fagundes, o alinhamento não é circunstancial. O senador participou da construção e reorganização do PL, ainda na fase em que a legenda operava como PR, sob a liderança de Valdemar Costa Neto, e esteve diretamente envolvido nas articulações que antecederam a filiação de Bolsonaro ao partido, em 2021.





Registros da época indicam que reuniões estratégicas da cúpula partidária ocorreram em Brasília, no apartamento de Fagundes, incluindo encontros que ajudaram a consolidar a entrada do então presidente na sigla.





Esse histórico se reflete na relação política construída com lideranças centrais do bolsonarismo. Fagundes mantém interlocução frequente com Flávio Bolsonaro no Congresso e no Bloco Vanguarda, do qual ambos fazem parte. Além disso, já recebeu sinalizações públicas de apoio dentro desse campo político.





Mais do que articulação política, Fagundes também tem adotado iniciativas práticas alinhadas a pautas defendidas por esse grupo. Entre elas, destacam-se sua atuação em defesa da anistia e da chamada prisão humanitária, além da mobilização contra decisões judiciais durante o recesso parlamentar de julho do ano passado. Ações que, segundo aliados, demonstram um comprometimento que vai além de discursos, entrevistas ou posicionamentos em redes sociais.





Em janeiro de 2026, por exemplo, Wellington Fagundes esteve no Supremo Tribunal Federal para tratar da situação do ex-presidente Jair Bolsonaro. Na ocasião, defendeu a concessão de prisão domiciliar de caráter humanitário e, posteriormente, formalizou pedido ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, solicitando a reavaliação das medidas restritivas com base em fundamentos legais e no princípio da dignidade da pessoa humana.





Já Otaviano Pivetta percorre um caminho distinto. Após declarações públicas criticando Jair Bolsonaro, chegou a questionar sua atuação política e a presença de seus filhos na vida pública, inclusive ao citar o cenário de segurança do Rio de Janeiro ao mencionar Flávio Bolsonaro. Agora, no entanto, busca aproximação com o mesmo grupo político, em um movimento de reposicionamento.





O contraste entre os dois perfis se torna ainda mais evidente diante do atual cenário político. Enquanto Fagundes construiu sua relação com o bolsonarismo de forma contínua, ao longo dos anos, Pivetta tenta estabelecer essa conexão em um momento mais recente, o que tem gerado resistência entre setores do eleitorado de direita.





A discussão se conecta a um debate que ganhou força com declaração da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, durante agenda em Sorriso, no ano passado, quando criticou os chamados “políticos surfistas”, aqueles que, segundo ela, passaram a adotar o discurso da direita recentemente.





Na prática, o cenário traz os dois pré-candidatos ao governo de Mato Grosso em trajetórias distintas. Com a aproximação do calendário eleitoral, e a tão aguardada visita do pré-candidato à presidência pelo PL na próxima quarta-feira (22/04), a disputa tende a se intensificar, colocando à prova o peso da coerência política e da construção histórica na definição dos apoios.




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