Idoso argentino é preso por injúria racial em Copacabana
Um idoso argentino de 67 anos foi preso por injúria racial em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, na última segunda-feira, 20. O caso ocorreu em um mercado na rua Siqueira Campos. Segundo a vítima, o homem estava na fila e começou a reclamar da demora no atendimento. Ele, então, passou a discutir com uma jovem de 23 anos e proferiu ofensas racistas.
Outro argentino que estava no estabelecimento acionou guardas municipais que patrulhavam a região. No Brasil há dois anos, o estrangeiro foi preso em flagrante e levado à 12ª DP (Copacabana). A identidade do acusado e da vítima não foram divulgadas. O crime de injúria racial é equiparado ao de racismo, com pena de prisão de 2 a 5 anos, além do pagamento de uma multa.
O Rio de Janeiro foi palco recente de outro caso de racismo. Em 14 de janeiro, a advogada e influencer argentina Agostina Páez se envolveu em uma discussão com o gerente do bar em Ipanema, motivada por um suposto erro no pagamento da conta. A vitima das ofensas foi verificar as imagens de câmeras de segurança e solicitou que a mulher permanecesse no local até a situação ser resolvida.
Os xingamentos racistas, então, começaram e foram gravados pelo funcionário. A advogada chamou trabalhadores do bar de “negro” no sentido pejorativo e, mais tarde, ao deixar o local, falou “mono” (macaco, em espanhol). Um vídeo mostra o momento em que ela aparece, já na rua, imitando os sons e movimentos de um macaco, enquanto uma outra mulher tenta levá-la embora.
O julgamento contra ela teve início em 24 de março. A defesa e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) concordaram que, se condenada, ela cumprirá a pena na Argentina. Ela chegou a ser presa no dia 6 de fevereiro, mas liberada horas depois. Mais tarde, foi submetida a medidas cautelares como retenção de passaporte, uso de tornozeleira eletrônica e proibição de deixar o país.
Na terça-feira 31, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (T]-RJ) autorizou que Páez retornasse à Argentina sob o pagamento da caução equivalente a 60 salários mínimos (cerca de R$ 97 mil). Além disso, a influencer deverá manter o endereço e contatos atualizados por meio de seu advogado para receber as intimações judiciais. O relator considerou que a ré é primária, tem profissão definida e colaborou no desenrolar do processo. Ela chegou em Buenos Aires em 1° de abril e, na época, disse ser “inimiga pública no Brasil”.
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