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Cuiabá,27/04/2026

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Ex-ministro de Bolsonaro vê oportunidade em voto governista dividido na Paraíba

veja.abril.com.br
Ex-ministro de Bolsonaro vê oportunidade em voto governista dividido na Paraíba

Nos bastidores da eleição ao Senado na Paraíba, Veneziano Vital do Rêgo (MDB) e o ex-prefeito Nabor Wanderley (Republicanos) estão entrincheirados nos bastidores em uma disputa pelo apoio formal de Lula, de olho na segunda vaga do pleito, já que o endosso do presidente ao ex-governador João Azevêdo (PSB), primeiro colocado em todas as pesquisas de opinião divulgadas até aqui, já está consumado.


Nabor é pai do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos). Veneziano é irmão do presidente do Tribunal de Contas da União (TCU). Lula não quer arriscar melindrar nenhuma das duas famílias. Mas, se tentar manter a equidistância dos dois candidatos, corre o risco de acentuar a divisão do voto governista entre ambos, o que pode favorecer um quarto nome: Marcelo Queiroga (PL), ex-ministro da Saúde do governo Bolsonaro.





O médico cardiologista avalia que a fragmentação causada pela disputa entre Veneziano e Nabor “tende a gerar sobreposição de eleitorado e ineficiência na conversão de capital político em votos”, o que criaria “uma janela objetiva de oportunidade competitiva, ao reduzir o limiar necessário para consolidação de uma candidatura alternativa” — como a dele.


“(Minha) candidatura se insere no campo do voto de opinião, ancorado em uma base ideológica mais definida, ligada ao eleitorado de centro-direita e ao bolsonarismo. Esse segmento tem apresentado sinais de expansão, impulsionado tanto pela reorganização nacional desse campo quanto por movimentos recentes de desgaste do governo federal na região”, disse Queiroga a VEJA.


O ex-ministro rememorou, como inspiração para o seu caso, a eleição ao Senado no Ceará em 2018, também com duas vagas por estado, em que a fragmentação de candidaturas tradicionais abriu espaço para Eduardo Girão, à época no PROS e hoje no Novo, superar o ex-presidente do Senado Eunício Oliveira, cacique do MDB conhecido nacionalmente.



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Também afirmou que fará campanha contra dois candidatos com “forte lastro de emendas parlamentares”, embora faça a ressalva de que a indicação de repasses, por si só, “não é suficiente para garantir hegemonia eleitoral”. Confiante na força do bolsonarismo, Queiroga se ampara na “tensão entre mobilização material (‘verba’) e mobilização simbólica (‘verbo’)”.


“A atual configuração eleitoral na Paraíba favorece candidaturas com identidade programática clara e capacidade de mobilização de voto de opinião, sobretudo diante de um campo adversário dividido”, declarou.



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