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Cuiabá,27/04/2026

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Piveta encerra polêmica sobre fim de contratos e dispara: “o cidadão precisa é de resposta rápida” ao justificar integração do SAMU aos Bombeiros

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Piveta encerra polêmica sobre fim de contratos e dispara: “o cidadão precisa é de resposta rápida” ao justificar integração do SAMU aos Bombeiros

Piveta encerra polêmica sobre fim de contratos e dispara: “o cidadão precisa é de resposta rápida” ao justificar integração do SAMU aos Bombeiros


JB News

Por Nayara Cristina

A polêmica envolvendo a reestruturação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência em Mato Grosso ganhou novos contornos após declarações do governador Otaviano Piveta, que tentou esclarecer — e, ao mesmo tempo, conter — a crise instalada entre governo, deputados estaduais e profissionais da saúde. Em entrevista à imprensa, o chefe do Executivo reconheceu que pode ter se expressado mal ao tratar do tema anteriormente, mas foi enfático ao negar qualquer intenção de extinguir o serviço, classificando como “interpretação equivocada” a leitura de que o SAMU estaria sendo fechado.


Piveta detalhou que o SAMU é um programa federal de adesão municipal e não uma política originalmente estadual, explicando que o modelo adotado em Mato Grosso possui uma característica atípica, especialmente em Cuiabá, onde o Estado assumiu o serviço devido à ausência de adesão municipal em gestões passadas. Nesse contexto, ele reforçou que o que existe é um termo de cooperação com o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso, criado ainda em governos anteriores, com o objetivo de integrar forças e tornar o atendimento mais ágil.


“O que nós queremos é atender o cidadão no tempo mais curto possível. Se o Corpo de Bombeiros estiver mais perto, por que não ir?”, afirmou o governador, ao justificar a lógica operacional da integração. Segundo ele, os dados apontam que o tempo médio de resposta caiu de cerca de 25 minutos para 17 minutos, com meta de atingir 10 minutos, argumento usado como principal pilar da mudança.  


O governador também abordou diretamente um dos pontos mais sensíveis da crise: o desligamento de profissionais. Ele negou demissões e afirmou que houve apenas o encerramento natural de contratos temporários de dois anos, atingindo cerca de 38 trabalhadores, o que, segundo ele, não compromete o funcionamento do serviço e pode ser revertido com novas contratações, caso necessário. Em tom duro, chegou a minimizar as críticas, afirmando que há oportunidades no mercado de trabalho para esses profissionais.  


Apesar das explicações do governo, a repercussão política foi imediata e intensa dentro da Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Deputados estaduais passaram a pressionar o Executivo por mais transparência e revisão das medidas. A Comissão de Saúde da Casa chegou a cobrar formalmente a revisão dos desligamentos e questionou a possível desativação de unidades, evidenciando o desconforto institucional com a condução do processo.  


Nos bastidores e em audiências públicas, parlamentares como lideranças da Casa demonstraram preocupação com o impacto direto na população e na estrutura do atendimento de urgência. Houve críticas à forma como a comunicação foi feita pelo governo, considerada precipitada e responsável por ampliar a sensação de desmonte do serviço. Alguns deputados passaram a atuar como intermediadores da crise, tentando reabrir diálogo entre Executivo e trabalhadores.


Do lado da categoria, o clima é de forte insatisfação. Profissionais do SAMU têm denunciado insegurança, perda de postos de trabalho e risco de enfraquecimento do modelo tradicional de atendimento pré-hospitalar. Representantes relataram indignação em debates públicos e audiências, defendendo a manutenção do serviço com autonomia e valorização das equipes, além da ampliação — e não redução — da estrutura existente.  


Por outro lado, o governo sustenta que a integração com os bombeiros não só mantém o SAMU ativo, como amplia a cobertura e eficiência. Dados oficiais apontam que, desde o início da cooperação em 2025, houve aumento significativo no número de bases e equipes, além de redução no tempo de resposta e melhor uso de recursos operacionais.  


A crise, no entanto, vai além de números. Ela escancara um embate entre modelos de gestão, interesses institucionais e a percepção da população sobre um serviço essencial. Enquanto o governo insiste na narrativa de modernização e eficiência, deputados e profissionais pressionam por garantias concretas de que o SAMU não será enfraquecido.


No centro dessa disputa, a fala do próprio governador sintetiza o momento: ao admitir falha na comunicação, mas defender com firmeza a mudança, Piveta tenta reequilibrar o discurso em meio a uma crise que ainda está longe de ser encerrada — e que deve continuar dominando o debate político e social em Mato Grosso nos próximos dias.

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