Cuiabá reforça prevenção contra leishmaniose e raiva
Boletim epidemiológico atualizado aponta avanço da leishmaniose visceral canina (LVC), em Cuiabá. Neste ano, já foram confirmados 118 casos da doença, número representa um aumento de 78,3% na média semanal em comparação com o mesmo período de 2025, saltando de 6,0 para 10,7 casos por semana.
Os dados foram divulgados, ontem (27), pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e a Unidade de Vigilância em Zoonoses (UVZ), que também reforçam as ações de prevenção e controle da raiva.
Segundo a gestão municipal, os diagnósticos positivos por meio do teste confirmatório Elisa também têm crescimento de 51,3%, o que reforça a preocupação das autoridades sanitárias com a disseminação do agravo.
Conhecida popularmente por calazar, a leishmaniose visceral é uma doença infecciosa que acomete os animais e o homem. Em humanos, já foram notificados dois casos de leishmaniose visceral neste ano, sendo um confirmado em morador da Capital e outro ainda em investigação.
A SMS explica que a leishmaniose visceral é transmitida pela picada do mosquito-palha. O agente é transmitido aos seres humanos e aos animais por meio da picada de fêmeas infectadas do inseto.
Os tutores devem ficar atentos a sintomas como lesões na pele, queda de pelos, emagrecimento e crescimento anormal das unhas. A UVZ também disponibiliza testagem gratuita para todos os cães da cidade.
A principal forma de prevenção é manter quintais limpos, evitando o acúmulo de lixo e matéria orgânica, que favorecem a proliferação do vetor. Também vale o uso de mosquiteiro com malha fina, telagem de portas e janelas, uso de repelentes; não exposição em horários de atividade do vetor (crepúsculo noite) em ambientes onde habitualmente pode ser encontrado.
A Secretaria Municipal de Saúde também reforça que maus-tratos ou a eliminação de animais são crimes, e que a prevenção, aliada à informação, é a principal estratégia para proteger a saúde da população e dos...





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