AIE, FMI e Banco Mundial se reunirão para discutir crise energética
Os líderes da Agência Internacional de Energia (AIE), do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial discutirão a crise energética desencadeada pela guerra no Irã na próxima segunda-feira (13), afirmou o diretor-executivo da AIE, Fatih Birol, nesta terça-feira (7).
“Esta crise energética exige o esforço conjunto de todos e a cooperação internacional”, declarou Birol na rede social X, enfatizando a necessidade de as três instituições apoiarem os governos em todo o mundo em meio às consequências econômicas da guerra.
This energy crisis calls for all hands on deck & international cooperation
I’ll meet Monday with IMF Managing Director @KGeorgieva & World Bank President Ajay Banga on our institutions’ work to support governments amid the economic impacts of the Iran war https://t.co/fOQkzWAwGx pic.twitter.com/O6Zb46TpRS
— Fatih Birol (@fbirol) April 7, 2026
Ele, a diretora-geral do FMI, Kristalina Georgieva, e Ajay Banga, presidente do Banco Mundial, concordaram na semana passada em formar um grupo de coordenação para ajudar a lidar com a crise que causou uma das maiores escassez de oferta na história do mercado global de energia.
O mecanismo de resposta poderá incluir aconselhamento político direcionado, avaliação das necessidades potenciais de financiamento e fornecimento de apoio, inclusive por meio de financiamento a juros baixos ou zero, bem como ferramentas de mitigação de riscos não especificadas, apontaram.
A declaração de Birol surgiu no mesmo dia em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou o Irã, afirmando que “toda uma civilização morreria esta noite” a menos que Teerã reabrisse o Estreito de Ormuz, por onde passa, em condições normais, um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo.
Uma fonte regional afirmou que “boas notícias são esperadas de ambos os lados” da guerra no Oriente Médio “em breve” e que as discussões foram conduzidas diretamente pelo chefe do Exército do Paquistão, o marechal de campo Asim Munir. A fonte acrescentou que um acordo deve ser fechado ainda nesta terça-feira (7).
Birol declarou ao jornal francês Le Figaro que a atual crise do petróleo e do gás, desencadeada pelo bloqueio iraniano do Estreito de Ormuz, é “mais grave do que as crises de 1973, 1979 e 2022 juntas”.
Por que o Estreito de Ormuz é tão importante para a economia do mundo?




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