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Cuiabá,08/04/2026

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Itaú alerta para juros mais restritivos pelo mundo com choque da guerra

cnnbrasil.com.br
Itaú alerta para juros mais restritivos pelo mundo com choque da guerra

Bancos centrais ao redor do mundo devem manter juros mais elevados em decorrência do choque causado pela guerra no Oriente Médio, alerta o Itaú BBA em relatório.


“Para os bancos centrais, o cenário tem sido volátil e traz grande incerteza. Com patamares atuais de petróleo, a inflação global poderia ir para cerca de 5%”, indica o banco.


“Boa parte dos países ainda apresenta inflação acima da meta, as expectativas de inflação estão acima do pré-pandemia e os fundamentos para a atividade econômica, como política fiscal expansionista e condições financeiras, continuam fortes”, avalia.




No choque atual, o Itaú BBA ressalta que a primeira reação dos BCs desenvolvidos foi de alerta para o aumento dos riscos inflacionários.


“Todos os bancos centrais deram ênfase ao risco de expectativas de inflação, que podem sofrer aumento e possível desancoragem se o petróleo continuar em patamar elevado por mais tempo”, diz o relatório.


Nos Estados Unidos e no Reino Unido, com inflação de partida mais alta, os analistas da casa apontam que pode não haver mais espaço para cortes de juros esse ano.


Além do BoE (Banco Central da Inglaterra), o Itaú BBA destaca que o BCE (Banco Central Europeu) tem sinalizado que, mesmo que o petróleo fique apenas pontualmente na faixa US$ 100 o barril, poderia subir juros a partir de junho.


Já o Federal Reserve deve manter os juros como estão e avaliar o cenário no longo prazo antes de subir suas taxas, considerando seu mandato dual que foca tanto inflação quanto atividade no mercado de trabalho.


“Conceitualmente, uma autoridade monetária não deve reagir a um choque de oferta que tenha efeito temporário na inflação e deve concentrar os esforços em combater os efeitos secundários. […] No entanto, em termos históricos choques do petróleo foram usualmente persistentes e levaram a aperto monetário pelos bancos centrais”, ponderam os analistas.


















Brasil


Para o Brasil, o Itaú BBA aponta que a sincronia com outros bancos centrais não é mecânica, contudo os choques de oferta tendem a ser amplificados em ambiente de expectativas desancoradas e atividade resiliente.


“Dessa forma, o tamanho do ciclo de afrouxamento monetário iniciado na última reunião do Copom parece ser mais limitado do que antes do choque”, pontua o relatório.


“Simulações do modelo de inflação do Banco Central indicam que, caso a curva de petróleo se mantenha no patamar atual e não haja deterioração adicional das expectativas, ainda há espaço para um ciclo de corte de juros pequeno”, destaca.


Porém, ressalta que “para saber se essa expectativa de reação dos BCs será materializada, é importante considerar o ponto de partida em termos de condições macroeconômicas”.


Se a guerra for prolongada, os analistas do banco veem o petróleo batendo US$ 180 em três meses.


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