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Cuiabá,08/04/2026

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Análise: EUA e Irã travam guerra de narrativas sobre objetivos conquistados

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Análise: EUA e Irã travam guerra de narrativas sobre objetivos conquistados

O Secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou que os americanos venceram a guerra contra o Irã e praticamente destruíram as forças militares do país. A analista de Internacional Fernanda Magnotta observa, porém, que o lado iraniano também reivindica vitória no conflito, evidenciando uma clara disputa de narrativas entre as duas nações.


Segundo a analista, essa disputa de narrativas é típica do mundo político e particularmente sensível em tempos de guerra. “Quem vai atribuir razão a essas frases, quem vai dizer quem realmente tem motivos para dizer isso é o tempo. O tempo é o senhor da razão no campo da política internacional”, comentou Magnotta durante o CNN 360º desta quarta-feira (8).




Magnotta ressalta que os Estados Unidos estão tentando construir a ideia de que seus objetivos no Irã eram exclusivamente militares, desviando o foco dos objetivos políticos que o próprio Trump havia mencionado anteriormente. “A meta era uma meta política, era reverter o regime, era destituir os ayatolás, substituir a estrutura de comando do Irã. Esses objetivos políticos claramente não foram alcançados”, afirmou.


Ganhos militares versus objetivos políticos


Diante da impossibilidade de reivindicar o sucesso na troca de regime iraniano, a Casa Branca tem enfatizado os ganhos obtidos no campo de batalha. Segundo a comunicação oficial dos EUA, foram alcançados objetivos como diminuição do alcance das forças navais iranianas, retardamento da capacidade do programa de mísseis balísticos, atraso no enriquecimento de urânio e impacto na capacidade produtiva industrial do complexo militar iraniano.


O acordo preliminar que estaria sendo negociado com mediação do Paquistão para discutir um cessar-fogo entre os dois países não inclui, até o momento, concessões do ponto de vista do programa nuclear iraniano. Isso representa um revés para a administração Trump, que havia iniciado o conflito afirmando que não permitiria o avanço do programa nuclear iraniano.


“Na medida em que a Casa Branca aceita como base os termos desses 10 pontos sem que necessariamente haja uma concessão clara em relação ao programa nuclear iraniano, é como se o governo Trump estivesse descendo um pouco a barra, aceitando flexibilizar mais os termos”, analisou Magnotta, sugerindo que isso reforça a ideia de que os iranianos estariam em posição de negociação mais favorável.



Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.




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