Guerra deve mudar estratégias de autossuficiência em GLP, diz Silveira
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou nesta quarta-feira (8) que o conflito no Oriente Médio deve mudar as estratégias de autossuficiência, incluindo o GLP (gás liquefeito de petróleo), conhecido como gás de cozinha.
Segundo Silveira, o governo quer que o Brasil seja autossuficiente não só no GLP, mas também em outros combustíveis, como o diesel e a gasolina.
A fala do ministro ocorreu durante o evento Latam Energy Week, do setor energético, que acontece no Rio de Janeiro.
Na última segunda-feira (6), o governo anunciou uma subvenção ao GLP importado, por dois meses prorrogáveis pelo mesmo período, com o objetivo de reduzir o impacto da guerra sobre o dia a dia da população mais vulnerável.
A guerra dos Estados Unidos e de Israel com o Irã impulsionou os preços do gás no Brasil.
Conforme mostrou o CNN Infra, após o leilão, o Ministério de Minas e Energia acionou a Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, para avaliar possíveis práticas abusivas na comercialização do GLP no mercado brasileiro.
A dinâmica preocupa o governo diante do potencial de encarecimento do produto para o consumidor final.
“O mundo vive um momento de tensão no Oriente Médio, que pressiona o preço do petróleo e exige nossa atenção. No Brasil, não vamos admitir que instabilidades externas sejam usadas como justificativa para práticas abusivas que prejudiquem o consumidor”, afirmou.
O governo tem intensificado o monitoramento da cadeia de abastecimento de combustíveis em meio à volatilidade do mercado internacional, impulsionada pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio.
De acordo com o ministério, o objetivo é ampliar a transparência na formação de preços e coibir distorções no setor.




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