Tyson Foods fecha fábrica nos EUA e demite 168 funcionários
A americana Tyson Foods anunciou o fechamento de uma unidade industrial no estado da Geórgia, nos Estados Unidos, como parte de um movimento de reestruturação e redução de custos, anunciado em meio aos resultados financeiros do primeiro trimestre de 2026, divulgados em fevereiro.
A planta que será fechada fica na cidade americana de Rome e havia sido adquirida pela Tyson em 2014. A unidade produzia barras de granola para a General Mills por meio de contrato. De acordo com a Tyson, mudanças recentes tornaram o funcionamento economicamente inviável.
As atividades vão até o dia 31 de maio, segundo comunicado oficial. Com a decisão, a empresa vai demitir 168 trabalhadores.
No início deste ano, a Tyson já havia fechado sua maior planta de carne bovina no estado de Nebraska, citando a necessidade de ajustar sua capacidade diante da escassez de gado nos EUA — situação que elevou os custos de processamento, além da ociosidade na fábrica.
Com o fechamento, a Tyson vai direcionar os negócios à frente de proteínas e alimentos preparados, que inclui as marcas como Jimmy Dean e Hillshire Farm. No primeiro trimestre, essa divisão registrou crescimento nas vendas em relação ao mesmo período do ano anterior, contribuindo para o aumento do lucro operacional.
Balanço financeiro apertado
No primeiro trimestre de 2026, a empresa reportou um lucro líquido para US$ 85 milhões, queda versus o total do mesmo período de 2025, de US$ 359 milhões, segundo balanço da companhia. O resultado operacional também encolheu: o lucro operacional foi de US$ 302 milhões, queda de 48% na mesma base de comparação.
Em termos de geração de caixa, o EBITDA somou US$ 591 milhões no trimestre, abaixo dos US$ 918 milhões registrados um ano antes. A receita, por sua vez, ficou em US$ 14,3 bilhões, alta de 5,1% na comparação anual. Apesar do crescimento no faturamento, a rentabilidade recuou de forma relevante, segundo o balanço divulgado aos investidores.




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