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Cuiabá,08/04/2026

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Morte de Matthew Perry: saiba mais sobre substância que o levou à morte

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Morte de Matthew Perry: saiba mais sobre substância que o levou à morte

Nesta quarta-feira (8), houve um novo desdobramento ligado às investigações da morte do ator Matthew Perry (1969-2023), que estrelou o seriado “Friends”. Uma traficante de drogas apelidada de “Rainha da Cetamina” foi condenada a 15 anos de prisão por ter conexão com a overdose fatal do artista.


De acordo com as investigações, a substância apontada como responsável pela morte de Perry foi fornecida por Jayvee Sangha, que admitiu administrar um “ponto de armazenamento” de drogas ilegais em sua casa no bairro de North Hollywood, em Los Angeles.




Ela declarou-se culpada em setembro de cinco acusações criminais relacionadas a drogas, decorrentes da morte de Perry em 2023, aos 54 anos.


Mas afinal, o que é a cetamina?


A substância química ketamina, também escrita como cetamina ou quetamina, é um composto utilizado para induzir e manter anestesia (em pessoas e animais), por criar estado de transe, proporcionando alívio de dor e sedação.


Mas a evidência científica que mostra que a cetamina pode ser útil em pacientes com depressão resistente ao tratamento e ideação suicida é forte e remonta a pelo menos 20 anos. Ainda assim, as circunstâncias em torno da morte de Perry trouxeram à tona a prática relativamente nova e um tanto mal compreendida.


A cetamina é aprovada pela Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora dos Estados Unidos, apenas como anestésico e não para o tratamento de qualquer transtorno psiquiátrico. A FDA aprovou um medicamento relacionado, a esketamina, vendida como Spravato, em 2019, para pessoas com depressão resistente ao tratamento.


“A cetamina é um tipo de tratamento muito diferente dos tratamentos tradicionais, não apenas para depressão, mas na medicina em geral,” diz o psiquiatra David Feifel, fundador do Kadima Neuropsychiatry Institute, uma clínica privada em San Diego que administra terapia com cetamina para pacientes, recentemente ao chefe correspondente médico da CNN, Sanjay Gupta, em seu podcast “Chasing Life”.


“Uma das principais diferenças é que o ambiente real e o estado mental do paciente quando estão recebendo o tratamento desempenham um grande papel no resultado, no efeito terapêutico.”


A cetamina foi desenvolvida originalmente nos anos 1960 como anestésico — uma aplicação para a qual ainda é usada hoje. Ela está na Lista Modelo de Medicamentos Essenciais da Organização Mundial da Saúde (OMS).


“O tratamento com cetamina está associado a um estado alterado de pensamento, um estado de pensamento semelhante ao psicodélico, por um curto período de tempo. Há uma quantidade substancial de evidências de que isso faz parte do efeito terapêutico,” afirma Feifel. “Essa experiência semelhante ao psicodélico permite que as pessoas vejam as coisas sob uma lente diferente, o que parece desempenhar um papel na sua melhora.”


Quando administrada sob supervisão médica adequada, a cetamina é segura. “É quase impossível morrer de overdose apenas de cetamina,” ele disse, porque ela não reduz as taxas de respiração, “o que é muito incomum para um anestésico,” e ela tem uma ampla faixa terapêutica.


Feifel destacou que a morte de Perry não ocorreu em uma clínica durante o tratamento. “Não houve supervisão médica,” disse ele. “Isso não foi administrado em nada que se assemelhasse a um contexto médico.”


Cetamina: o que saber sobre substância que levou Matthew Perry à morte





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