EUA negam que cessar-fogo com o Irã inclua trégua no Líbano
Governo americano afirma que acordo não prevê fim dos ataques na região e mantém tropas em alerta enquanto negociações seguem sob tensão
Evan Vucci/Reuters EUA negam que cessar-fogo com o Irã inclua trégua no Líbano
Governo americano afirma que acordo não prevê fim dos ataques na região e mantém tropas em alerta enquanto negociações seguem sob tensão
Os Estados Unidos esclareceram que o cessar-fogo negociado com o Irã não inclui qualquer acordo relacionado ao Líbano. Autoridades americanas reforçaram que as forças militares permanecerão na região, prontas para agir diante de qualquer escalada no conflito.
Os Estados Unidos negaram oficialmente que o acordo de cessar-fogo negociado com o Irã inclua uma trégua no Líbano, aumentando a incerteza sobre a estabilidade na região do Oriente Médio.
O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, ao lado do chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, general Dan Caine, afirmou em coletiva que os objetivos militares americanos foram alcançados. No entanto, Hegseth destacou que as tropas continuarão posicionadas na região, prontas para atuar caso necessário.
Mais tarde, a porta-voz da Casa Branca foi questionada sobre a possibilidade de o acordo abranger o fim dos bombardeios israelenses no Líbano. Karoline Leavitt foi direta ao afirmar que essa questão não faz parte do entendimento firmado com o Irã.
Apesar das divergências, o governo americano anunciou o início de uma nova rodada de negociações com representantes iranianos, prevista para ocorrer neste sábado (11), no Paquistão.
Especialistas avaliam que, se a implementação do cessar-fogo já enfrenta dificuldades, a construção de um acordo de paz definitivo será ainda mais complexa. Estados Unidos e Irã terão um prazo inicial de duas semanas para tentar chegar a um consenso, mas um dos principais impasses permanece: o direito do Irã de enriquecer urânio.
Teerã defende que o enriquecimento é essencial tanto para fins energéticos quanto estratégicos, enquanto Washington mantém posição contrária, alegando riscos relacionados ao desenvolvimento de armas nucleares.
Entre os pontos apresentados pelo Irã como base para negociação estão:
pagamento de reparações pelos danos da guerra;
retirada das tropas americanas das bases na região;
fim das sanções econômicas impostas ao país.
A Casa Branca, no entanto, rejeita que essas propostas façam parte do acordo atual.
O ex-presidente Donald Trump sinalizou abertura para discutir o fim das sanções, mas reforçou que não aceitará o enriquecimento de urânio pelo Irã. Em declaração recente, também relembrou os ataques realizados por forças americanas contra instalações nucleares iranianas em 2025 e anunciou a imposição de tarifas de 50% a países que comercializem armas com Teerã.
Do lado iraniano, a reação foi imediata. O presidente do Parlamento, Mohammad Ghalibaf, afirmou que três pontos fundamentais já teriam sido desrespeitados antes mesmo do avanço das negociações:
ataques no Líbano;
violação do espaço aéreo iraniano por um drone;
negativa dos EUA quanto ao direito de enriquecimento de urânio.
Diante desse cenário, Ghalibaf declarou que não há condições razoáveis para um cessar-fogo ou avanço nas negociações.
Já o vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, que liderará a delegação americana no encontro no Paquistão, adotou um tom mais duro. Ele alertou que qualquer descumprimento do acordo por parte do Irã poderá resultar em “sérias consequências”.
O cenário segue marcado por incertezas, tensões diplomáticas e riscos de novos confrontos, mesmo com as tentativas de diálogo em andamento.
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