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Cuiabá,10/04/2026

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“Dívidas imensas. Acabou o dinheiro”, revela CEO do Fortaleza

cnnbrasil.com.br
“Dívidas imensas. Acabou o dinheiro”, revela CEO do Fortaleza

CEO do Fortaleza, Pedro Martins quebrou o silêncio sobre o episódio envolvendo o zagueiro Emanuel Brítez. O capitão do Tricolor subiu o tom após o revés por 2 a 0 para o Ceará e direcionou críticas ao CEO da SAF do clube, Pedro Martins.


O cenário se agravou diante da invasão de torcedores ao entro de Treinamento Alcides Santos para protestar contra o momento vivido pela equipe, que, além de perder o Clássico-Rei para o Ceará na Copa do Nordeste, ainda lida com a pressão pelo rebaixamento à Série B do Campeonato Brasileiro.




Com o acesso à Série A como principal objetivo da temporada, o Fortaleza volta a campo neste domingo (12), quando enfrenta o São Bernardo, às 18h (de Brasília), no Estádio 1º de Maio. A partida é válida pela 4ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro.


Confira o pronunciamento de Pedro Martins na íntegra


“Olá, torcedor do Fortaleza. Eu estou aqui primeiro para demonstrar minha profunda insatisfação e frustração com relação ao resultado de ontem. Todos nós gostaríamos de ter saído com uma vitória, mas sabemos que não foi possível e não foi da maneira como a gente gostaria. A gente tem feito uma reflexão muito grande e uma análise interna para procurar entender os motivos e o que a gente já pode ajustar para a próxima partida.


A gente entende a frustração do torcedor e a gente sabe que não é esse o Fortaleza que ele quer ver representando a camisa do clube. Os nossos jogadores, a nossa comissão técnica e toda a diretoria sabem que a gente precisa dar uma resposta de maneira imediata. A gente sabe que o torcedor quer ver não só uma equipe que o represente bem, mas uma equipe que dê perspectiva e que quando ele olhe, ele veja a possibilidade de subir para a série A do Campeonato Brasileiro. Mas é importante também falar sobre o meu papel nesse processo.


Quando fui convidado pro Fortaleza, eu fui convidado para um grande desafio. Um desafio que me disseram que não seria simples, principalmente pela questão financeira do clube. Não é mentira que o clube passa por uma dificuldade imensa, não só por causa do rebaixamento da série A para a série B, mas também por compromissos antigos. Desde que eu cheguei aqui, desde o dia um, eu venho lidando com dívidas passadas, venho lidando com a necessidade da gente remontar um elenco imenso e, principalmente construir uma operação interna, um dia a dia que faça a gente ganhar jogos. Esse não é um exercício fácil, porque ao mesmo tempo quando recebo ligações de empresários, de clubes cobrando dívidas passadas, também tenho que construir uma perspectiva futura.


E perspectiva futura se constrói com conta em dia, com salário, com direito de imagem e procurando dar perspectiva para as pessoas que estão aqui dentro trabalhando todos os dias de que a gente vai reconstruir o Fortaleza, de que a gente vai voltar pra série A. Mas esse não é um exercício simples. Passar notícia ruim para funcionário, passar notícia ruim para atletas, para as pessoas. É terrível. Ninguém gosta de estar nessa posição, porém é necessário. Eu aceitei esse desafio sabendo que era necessário. Eu aceitei esse desafio porque é o Fortaleza. E se cabe a nós essa posição de ter que mostrar a realidade para as pessoas, nós vamos fazer. E sabe como se faz isso? Falando a verdade, assumindo compromissos que a gente pode cumprir e honrar ao mesmo tempo em que você tem que lidar com as dívidas e com a pressão externa de que provavelmente você não está quitando todos os acordos que foram feitos.


E nesse processo é muito importante falar com vocês, torcedores, de que alguns funcionários assimilam mais rápido, alguns jogadores assimilam mais rápido, mas outros outros sofrem um pouco mais para entender que essa é a realidade do Fortaleza da Série B. Essa não é a realidade fácil de aceitar, eu sei. Não é fácil para o nosso capitão, não é fácil para o nosso torcedor, não é fácil para aquele nosso funcionário que está aqui há 15, 20 anos. Não é fácil para ninguém, porque somos um clube que estava há sete anos na Série A. Como assim? Um clube que estava há sete anos na Série A, agora tem que lidar com dívidas imensas. Acabou o dinheiro. Mas nós estamos aqui para lidar com esse cenário. Seria muito mais fácil apontar o dedo para cá, para lá, mas nós estamos aqui para enfrentar a realidade. E enfrentar a realidade é buscar solução, é buscar novas possibilidades financeiras, novos acordos, é pensar fora da caixa, é literalmente se reinventar.


E quando a gente fala de se reinventar, não se trata em transformar o Fortaleza numa empresa com processos, regras e tudo mais. Às vezes isso é mal interpretado. É se organizar, porque com organização você traz o quê? Previsibilidade. Você consegue entender o que que vai acontecer. Não é daqui seis meses, é para daqui 15 dias. Esse é o nosso esforço diário, é de organizar a casa. Organizar a casa para poder cumprir os acordos e reestruturar tudo que a gente pode reestruturar pensando no bem do Fortaleza para o futuro. Eu sou passageiro. As pessoas que estão aqui são passageiras, mas o clube fica. E nós estamos aqui para fazer um Fortaleza forte. Não é só para esse ano, não. A gente está aqui para fazer um Fortaleza forte para os próximos 10, 15, 20 anos. Porque chega uma hora, torcedor, que você precisa encarar a realidade de frente. E é isso que nós estamos fazendo aqui. E se esse é um processo doloroso, a gente vai tentar explicar, a gente vai tentar construir.


A gente vai mostrar para todo mundo que juntos a gente vai superar essa diversidade. Não é porque é só um discurso bonito, não. É porque pelo que já me contaram e muitas pessoas aqui de dentro me contam a história do Fortaleza, essa aqui é a nossa identidade. O Fortaleza nunca foi o clube mais rico. O Fortaleza sempre teve que lidar com muita adiversidade e mesmo assim conquistou resultados esportivos imensos. Se o clube bateu na Libertadores, é porque ele teve que lidar com escassez. E se uma vez na história, uma vez mais, a gente tem que lidar com a escassez, nós vamos falando a verdade, olho no olho e não contando mentira. Nós não vamos prometer o que a gente não pode cumprir. Esse é um processo que a gente faz juntos. Direção, torcedores, funcionários, atletas e comissão técnica. E eu tenho certeza que juntos nós vamos superar as adversidades.


A primeira é agora, já entendendo tudo que a gente fez de errado nesse jogo e olhando pro desafio que a gente tem já na Série B no domingo. Queremos que através da união de todos, de todos juntos, a gente consiga construir o que é o retorno para esse clube lá no final do ano. Eu tenho a clareza e a convicção de que com a união de todos, tirando um pouco o interesse pessoal e as vaidades, nós vamos sim colocando Fortaleza onde ele merece. O Fortaleza vai ter que vir sempre na frente. Nós vamos ter que respeitar muito a sua instituição e através desses valores, nós estaremos na Série A.”


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