Abílio Brunini propõe redesenho da zona industrial de Cuiabá e aposta em polo ecoindustrial na Guia para atrair indústrias limpas, VEJA O VÍDEO
JB News
por Nayara Cristina
O prefeito Abílio Brunini apresentou nesta quinta-feira (9) a proposta do novo Plano Diretor de Cuiabá com um amplo pacote de mudanças que pretende redefinir o crescimento da capital nos próximos dez anos e estabelecer diretrizes urbanas até 2050. Em reunião com imprensa, investidores, arquitetos, urbanistas e servidores, o gestor defendeu uma revisão profunda da lógica de desenvolvimento da cidade, com foco em sustentabilidade, mobilidade, infraestrutura inteligente, reocupação urbana e modernização administrativa.
Um dos principais eixos da proposta é o redesenho da política industrial da capital, com a criação de uma zona ecoindustrial na região da Guia. Segundo o prefeito, a atual zona industrial foi estruturada em um modelo antigo, quando a preocupação ambiental exigia o afastamento de atividades produtivas de determinadas áreas. Agora, com o avanço das indústrias limpas, a prefeitura quer atrair empresas de baixo impacto ambiental, ligadas à inovação, transformação, setor têxtil e tecnologias sustentáveis, criando um novo polo de emprego e desenvolvimento planejado no distrito da Guia. A proposta prevê infraestrutura adequada, drenagem inteligente, logística organizada e expansão racional, evitando repetir o crescimento improvisado que marcou outras regiões da cidade.
O novo plano também pretende conter a expansão urbana desordenada e enfrentar os vazios urbanos. Abílio criticou o avanço de loteamentos sem infraestrutura, a ocupação irregular e a lógica de espalhamento da cidade para áreas distantes e mais caras de atender com serviços públicos. A proposta é estimular uma cidade mais compacta, com incentivo à verticalização, maior adensamento e ocupação estratégica de áreas já inseridas na malha urbana. Ao mesmo tempo, a prefeitura quer conter o avanço para regiões ambientalmente sensíveis, especialmente no eixo Sul, e estimular o crescimento para vetores como Guia, Sucuri, Bandeira, entorno do aeroporto e região do futuro Parque Novo Mato Grosso.
Na mobilidade, o prefeito afirmou que Cuiabá precisa deixar de priorizar carros e passar a colocar pessoas no centro do planejamento urbano. O plano prevê a ampliação de 50 quilômetros da malha cicloviária, incentivo a bicicletas elétricas, patinetes e carros elétricos, além de uma nova hierarquia de deslocamento com prioridade para pedestres, ciclistas e transporte coletivo. Dentro dessa estratégia, também foi confirmado o lançamento do Cuiabá Card em 1º de maio, com sistema de assinatura e uso ilimitado do transporte público para usuários cadastrados.
Outro ponto central é a mudança na lógica da infraestrutura urbana. O prefeito criticou décadas de pavimentação feita sem drenagem adequada e afirmou que o município vive hoje um passivo histórico de manutenção. Como resposta, o plano proíbe novos projetos com redes de água e esgoto sob o asfalto. A proposta é transferir essas redes para as calçadas, reduzindo custos futuros com rompimento de vias e tornando a manutenção mais eficiente. O pacote também inclui drenagem inteligente, reorganização das calçadas e melhoria da infraestrutura básica.
Na área ambiental, o novo Plano Diretor adota o conceito de cidade-esponja para enfrentar alagamentos e calor extremo. A proposta inclui aumento da permeabilidade do solo, jardins de chuva, recuperação de margens de córregos, preservação de nascentes e ampliação da arborização urbana. A meta anunciada é plantar 20 mil árvores em 2026, chegar a 200 mil até 2030 e alcançar 350 mil até 2036, com arborização de 5% das calçadas por ano.
O centro histórico também está entre as prioridades. A prefeitura quer promover o rebaixamento da fiação aérea, restauração de fachadas, flexibilização do uso das calçadas, estímulo à ocupação dos imóveis e recuperação dos espaços públicos. O plano ainda prevê o enfrentamento do abandono de imóveis, com possibilidade de notificação, enquadramento como bem vago e destinação para leilão, uso público ou programas sociais, dentro do devido processo legal.
No Morro da Luz, a proposta é transformar a área em espaço de lazer, contemplação e turismo, com iluminação, monitoramento, segurança e participação da iniciativa privada por meio de parcerias e concessões.
Na habitação, a prefeitura estabeleceu a meta de produzir 10 mil moradias e lotes urbanizados com exigência de conforto térmico, ventilação adequada e materiais compatíveis com o clima de Cuiabá. O plano também determina que, em até dez anos, todos os bairros tenham ao menos um equipamento de lazer ou esporte a até 500 metros de distância.
Na área da gestão, Abílio defendeu forte desburocratização, com digitalização de processos, implantação de alvará autodeclaratório, consultas urbanísticas online, audiências virtuais e redução da dependência de papel. O sistema Cuiabá Smart foi apresentado como base para integrar dados de mobilidade, transporte, coleta de lixo e serviços públicos.
Na segurança urbana, o plano propõe que novos loteamentos e condomínios implantem muralhas digitais e compartilhem câmeras externas com o município, integrando videomonitoramento e reconhecimento facial ao planejamento da cidade.
Segundo o prefeito, o novo Plano Diretor foi estruturado em dez eixos estratégicos e representa uma mudança de paradigma sobre como Cuiabá deve crescer, se organizar e se preparar para as próximas décadas. O texto ainda será debatido em audiências públicas regionais antes de seguir para votação na Câmara Municipal.
Veja :
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