Prevenção da demência significa adiar sintomas, diz médico a Dr. Kalil
A prevenção da demência está mais relacionada ao adiamento dos sintomas do que à eliminação completa da possibilidade de desenvolver a doença. Em entrevista ao programa Sinais Vitais da CNN Brasil, os neurologistas Paulo Bertolucci, professor da Unifesp, e Diogo Haddad, professor da Santa Casa, esclareceram importantes aspectos sobre o tema.
Bertolucci destacou que existe um equívoco na forma como as novas medicações para demência são apresentadas. “Essas novas medicações foram apresentadas como vacina contra o Alzheimer. Não são vacinas no sentido de imunização”, explicou o neurologista.
Segundo ele, diferentemente das vacinas que previnem doenças como sarampo ou gripe, a prevenção na demência significa “adiar o máximo possível o início dos sintomas ou da dependência”.
O especialista exemplificou o impacto dessa abordagem preventiva: “Vamos imaginar por hipótese que a pessoa ia começar a doença aos 70 anos. Ela fez tudo certo e adiou por 20 anos. Ela começa aos 90 anos. Tem uma diferença muito grande”. Esse adiamento dos sintomas e da dependência é fundamental para a qualidade de vida dos pacientes.
Fatores de risco e proteção
Os neurologistas listaram os principais fatores de risco que devem ser controlados para reduzir a chance de desenvolver demência precocemente. Entre eles estão hipertensão e diabetes mal controladas iniciando na meia-idade, obesidade, depressão não tratada, déficit auditivo ou visual não corrigido e sono insatisfatório. “Tem alguns fatores como poluição ambiental que seria ótimo controlar, mas ela existe. Mas as outras você pode fazer algo a respeito”, afirmou Bertolluci.
Quanto aos fatores de proteção, os especialistas destacaram a importância da atividade física regular, atividade intelectual e socialização. A alimentação adequada também foi mencionada como elemento fundamental para a prevenção. O controle de doenças de base como hipertensão, diabetes e colesterol elevado, além de evitar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool, são medidas essenciais.
Diogo Haddad alertou sobre a comercialização de suplementos para memória, afirmando categoricamente que não existe um suplemento específico comprovadamente eficaz para este fim. “Adoraríamos que existisse, mas não existe. Como é uma coisa muito comum, a queixa cognitiva na população. É muito comum, vende bastante, mas cuidado. Não adianta um suplemento específico para a memória”, advertiu o neurologista.
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