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Cuiabá,15/04/2026

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Busca por formação em IA dispara entre profissionais brasileiros

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Busca por formação em IA dispara entre profissionais brasileiros

Tem um dado que, desde agosto do ano passado, não me sai da cabeça: 82% dos brasileiros já ouviram falar em inteligência artificial, mas 46% não sabem dizer o que é isso, segundo uma pesquisa Fundação Itaú Cultural/Datafolha. Quer dizer que o assunto provoca um buzz danado, mas não necessariamente faz diferença na vida das pessoas.


Isso talvez explique uma explosão recente na procura por cursos de inteligência artificial, uma tendência que já vinha forte e parece que agora ganhou fôlego extra: entre janeiro e março deste ano, profissionais de grandes empresas brasileiras estudaram mais inteligência artificial do que durante 2025 inteiro.





Para ser mais exato, foram 901 mil horas contra 801 mil dedicadas ao tema entre janeiro e dezembro últimos. Os números vêm de mais de 200 mil colaboradores em mais de 100 organizações que atuam no país, entre elas Bradesco, Nestlé, Bayer e Farmácia Pague Menos.


“Os profissionais brasileiros entenderam que IA não é uma moda passageira afirma Tiago Musachi, cofundador da Unico Skill, que compilou os dados. A empresa fornece a esses e outros clientes um serviço chamado benefício educação, que na prática é tipo um vale-refeição ou plano de saúde, só que para cursos e afins.


O levantamento aponta que 72% dos cursos de IA mais procurados são voltados para habilidades específicas (inteligência artificial aplicada a RH, a marketing, a vendas, a negócios), enquanto apenas 28% cobrem fundamentos da tecnologia. O tema mais estudado em número de horas, com ampla vantagem, é IA para Negócios: 321 mil horas em pouco mais de dois anos.



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Além do volume expressivo, também vale registrar que a profundidade dos cursos buscados tem aumentado.


Em dois anos, a mediana de duração dos cursos de IA nessa base subiu de dois para oito meses. Os cursos com 400 horas ou mais, que eram 3% das matrículas no primeiro trimestre de 2024, agora representam 34% do total. E as matrículas em pós-graduação saltaram de 18% para 28%. No outro extremo, os cursos livres caíram de 81% para 49%. Quer dizer: quem estava só “fazendo um cursinho de IA” começou a migrar para formações mais longas.


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Alvaro Leme é doutorando e mestre em Ciências da Comunicação pela ECA-USP, jornalista e criador do podcast educativo Aprenda em 5 Minutos



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