Flávio ou Lula? Estudo aponta quem teve maior audiência nas redes na última semana
O Instituto Democracia em Xeque produziu um relatório com análise das narrativas políticas que dominaram as redes sociais em uma semana (entre os dias 7 e 14 deste mês). De acordo com os dados, ao analisar os vídeos com maior audiência entre os dois principais pré-candidatos à Presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro (PL) se saiu melhor que Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O primeiro conseguiu 25,6 milhões de visualizações ao publicar vídeos com Romeu Zema (Novo), o cantor Zezé di Camargo e uma declaração sobre corruptos feitas por Lula. Já o petista conquistou 12,9 milhões em audiência em suas redes sociais. Duas publicações são recortes de entrevista em que falou sobre problemas causados pelas bets de apostas e também sobre projeto do fim da escala 6 por 1. O outro vídeo é um encontro com atores do filme Por Um Fio, que fala sobre o SUS.

De modo geral, segundo o Democracia em Xeque, o debate nas redes esteve concentrado em temas econômicos, influenciado pela guerra no Irã e pela alta dos combustíveis. “A esquerda abordou as ações anunciadas pelo governo para conter a alta dos combustíveis e a inflação, enquanto a direita apostou em uma narrativa que busca associar a crise externa com o aumento do custo de vida no Brasil, responsabilizando o governo federal pelo alto nível de endividamento da população e mencionando os altos impostos”.
Nas milhares de postagens analisadas pelo instituto, há apontamento de que os perfis de esquerda focaram suas publicações na promoção da agenda positiva favorável ao governo Lula, com menções ao fim da escala 6 por 1 e à soberania sobre terras raras, utilizando comparação com o governo de Jair Bolsonaro, e ataques à trajetória e à conduta de Flávio Bolsonaro, com associações a milícias e rachadinha. Por outro lado, os perfis à direita abordaram temas com alto engajamento, direcionados a criticar o governo Lula, como: “narrativas de corrupção – atrelando-o ao Galípolo e Alexandre de Moraes no caso Master; ataques a um suposto assistencialismo para comprar votos para a reeleição; economia, custo de vida e endividamento da população”.
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Ainda segundo o instituto, o caso do Banco Master continua gerando alto engajamento e disputas de narrativas. “Enquanto a direita/extrema direita intensificou seus esforços para vincular o governo Lula ao ministro Moraes e a ex-banqueiro Daniel Vorcaro, a esquerda manteve a narrativa de que o governo do petista foi o responsável, através da ação do Banco Central, por liquidar o Master”.
O instituto informou ainda que os dados apresentados no relatório foram coletados por meio do Data Lake do Instituto Democracia em Xeque, que realiza acompanhamento contínuo do debate público digital em plataformas como Facebook, Instagram, X, YouTube e TikTok. Entre os dias 7 e 14 deste mês, foram identificados 122.386 posts, que somam 135.672.178 interações, considerando métricas como curtidas, comentários, compartilhamentos e visualizações. A partir desse conjunto, foi conduzido um processamento textual com base nos vocabulários mais recorrentes nos conteúdos coletados.
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