Festival da Pamonha movimenta economia e valoriza cultura na zona rural de Cuiabá
Evento na comunidade Rio dos Peixes deve receber cerca de 27 mil visitantes e fortalecer a renda de produtores locais
Luiz Festival da Pamonha movimenta economia e valoriza cultura na zona rural de Cuiabá
Evento na comunidade Rio dos Peixes deve receber cerca de 27 mil visitantes e fortalecer a renda de produtores locais
Tradição, crescimento e geração de renda marcam o Festival da Pamonha em Cuiabá
A expectativa de aquecer a economia local e atrair aproximadamente 27 mil visitantes consolida o 7º Festival da Pamonha da comunidade Rio dos Peixes como um dos principais eventos do calendário rural de Cuiabá em 2026. Mais do que celebrar a gastronomia típica, o festival desempenha um papel importante na geração de renda para famílias produtoras e no incentivo ao turismo regional.
O evento acontece entre os dias 18 e 21 de abril, no km 23 da rodovia MT-251, reunindo agricultores, comerciantes e moradores em torno da produção e comercialização de alimentos derivados do milho, ingrediente símbolo da culinária local. Para esta edição, a previsão é de utilização de cerca de 36 mil quilos do grão, mantendo o nível das maiores edições já realizadas.
Criado em 2018 a partir de uma iniciativa da própria comunidade, o festival apresentou crescimento contínuo ao longo dos anos. Na estreia, foram utilizados cerca de 4 mil quilos de milho. A partir de 2022, esse número ultrapassou os 30 mil quilos, evidenciando a consolidação do evento como fonte de renda e visibilidade para os produtores, mesmo após a pausa em 2020 e 2021 devido à pandemia.
A presidente da Associação dos Pamonheiros e uma das organizadoras, Katia Maraiki Schroeder, ressalta que o festival vai além da comercialização de produtos. Segundo ela, a iniciativa fortalece a agricultura familiar e transforma a comunidade em um atrativo turístico. “Desde o início, a proposta foi criar oportunidades para quem vive aqui. Hoje, o festival mostra o potencial e a identidade da nossa comunidade”, destaca.
Durante os quatro dias de programação, mais de 150 famílias participam diretamente das atividades, oferecendo uma variedade de pratos típicos, como pamonha, curau, chica doida, cuscuz pantaneiro e Maria Isabel. A diversidade gastronômica é um dos grandes atrativos do evento e evidencia a força produtiva local.
Para os comerciantes, o fluxo intenso de visitantes, mesmo que por curtos períodos, garante resultados positivos. Muitos turistas fazem paradas rápidas a caminho de destinos como Chapada dos Guimarães ou o Lago do Manso, o que contribui significativamente para o faturamento dos empreendedores da região.
Apesar do sucesso, visitantes apontam a necessidade de melhorias na infraestrutura. O aumento do público trouxe desafios, como a organização do trânsito e a ampliação de áreas de estacionamento, principalmente nos horários de maior movimento.
O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura, Fellipe Correa, destaca que o festival é um exemplo do potencial produtivo da zona rural quando há união entre comunidade e poder público. Segundo ele, iniciativas como essa demonstram que pequenos produtores organizados podem impulsionar o desenvolvimento econômico local com o apoio institucional.
Realizado por associações da comunidade com apoio do poder público e da iniciativa privada, o Festival da Pamonha se consolida como uma vitrine da produção rural e da cultura cuiabana. Ao mesmo tempo em que preserva tradições, o evento reforça a importância da economia criativa e da agricultura familiar para o desenvolvimento das comunidades do interior.
Com tradição, crescimento e forte impacto econômico, o Festival da Pamonha transforma a comunidade Rio dos Peixes em um dos principais polos culturais e gastronômicos de Cuiabá.
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