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Cuiabá,26/04/2026

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‘Correndo para Jesus’: os bastidores do evento que une fé e esporte nas ruas

veja.abril.com.br
‘Correndo para Jesus’: os bastidores do evento que une fé e esporte nas ruas

Com dificuldade de encontrar uma comunidade cristã para criar laços, Marcela Bernardes, 24 anos, criou a Run To Jesus (Corrida Para Jesus, em português). O objetivo é simples: unir a religião e o exercício. Em encontros quinzenais, a administradora reúne mais de 100 pessoas no Parque Ibirapuera, em São Paulo, para ouvirem a palavra de Deus e, depois, correr. 


À coluna GENTE, Marcela explicou que a ideia surgiu em janeiro de 2025 e, em um ano, impactou mais de 2 mil pessoas na capital paulista. Um dos pontos principais para ela, além de espalhar a palavra de Deus, era fazer com que os corredores realmente criassem laços, dentro e fora do Parque. “Eles se juntaram para fazer ceia de Natal, amigo secreto, viajaram juntos, tudo isso sem mim, não participei de nada disso. Isso, para mim, é um motivo de muita alegriar, porque foi esse o nosso propósito”, aponta.





O Run To Jesus reúne 17 voluntários que organizam os corredores em três pelotões de 3 e 5 quilômetros, o primeiro para iniciantes e os outros dois organizados por pace dos atletas, ritmo medido em minutos por quilômetro. Totalmente gratuito, o negócio de Marcela já recebeu propostas de outras empresas para fazer eventos pagos. Ela, no entanto, não planeja tornar o projeto em algo comercial. “Uma cafeteria bem grande entrou em contato com a gente para participar de um evento que eles organizam, com outros clubes também, mas alguns DJs que estão lá não tocam músicas cristãs. A partir do momento em que ele não é um evento cristão e sim profissional, a gente olha e pensa se é viável vincule o nome de Jesus a isso?’’, avalia.


As corridas começam com uma oração e palavra escolhida por Marcela. Por ter diversas vertentes dentro do Critianismo, a criadora acha inviável, atualmente, expandir para outros lugares. “A vida cristã é um pecador que tenta viver uma vida mais próxima de Cristo e não deve ser perfeito. Mas quando a gente fala de religião,  impõe muitos outros estigmas como a visão de um cristão que não erra ou  julga muito, porque defende que está nesse direito. Hoje eu posso me responsabilizar, mas fora eu não sei o que a pessoa pode falar e isso desviar do movimento”, conclui.





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