Manifesto de suspeito de atentado contra Trump revela plano para atingir autoridades
Por João Batista
26/04/2026 - 14h14
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O suspeito de abrir fogo durante o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, Cole Tomas Allen, de 31 anos, escreveu um manifesto no qual descreve a intenção de atingir integrantes do governo dos Estados Unidos, segundo autoridades americanas. O documento, enviado a familiares minutos antes do ataque, também continha críticas ao presidente Donald Trump e referências anticristãs.
De acordo com investigadores, Allen compartilhou parte dos escritos com membros da família pouco antes do incidente, o que levou um parente a alertar a polícia. O conteúdo aponta planejamento prévio e a definição de alvos, incluindo autoridades ligadas à administração federal.
O episódio ocorreu na noite de sábado, 25, no Washington Hilton, em Washington, durante o tradicional jantar da imprensa. Um homem armado avançou por um ponto de segurança e houve troca de tiros com agentes, levando à retirada do presidente e de outras autoridades do local. O suspeito foi contido antes de alcançar o salão principal, e um agente ficou ferido, mas protegido pelo colete à prova de balas.
Após o ataque, o presidente afirmou que o conteúdo do manifesto indicaria hostilidade contra cristãos. “Esse cara é um doente”, disse Trump em entrevista à Fox News, ao comentar os escritos atribuídos ao suspeito. Segundo ele, familiares já haviam manifestado preocupação com o comportamento de Allen às autoridades antes do episódio.
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Relatos colhidos por investigadores apontam que o suspeito vinha fazendo declarações consideradas radicais e mencionava planos de realizar alguma ação para “corrigir” problemas do mundo atual. A família também indicou que ele frequentava estandes de tiro com regularidade e possuía armas adquiridas legalmente.
As autoridades analisam agora o material apreendido, incluindo dispositivos eletrônicos e documentos pessoais, para estabelecer a motivação do ataque. Até o momento, a principal linha de investigação indica que Allen tenha agido sozinho, e não há confirmação de envolvimento de outras pessoas.
Allen, morador de Torrance, na Califórnia, tem formação em engenharia mecânica pelo California Institute of Technology (Caltech) e mestrado em ciência da computação. Ele trabalhava como tutor em meio período e atuava como desenvolvedor independente de jogos. Não havia, até então, registros de antecedentes criminais relevantes. O caso segue sob investigação.
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