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Cuiabá,13/04/2026

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Trabalho voluntário: Veja benefícios do voluntariado para pequenos negócios

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Trabalho voluntário: Veja benefícios do voluntariado para pequenos negócios

Fundo de Impacto Estímulo


Conectar propósito aos objetivos estratégicos de uma empresa não é uma missão fácil.


Nos pequenos negócios, para os quais há maior pressão por margens positivas e resultados imediatos, é comum que os números, muitas vezes, falem mais alto — e com isso, a missão social seja deixada de lado. Porém, é nessas companhias que a importância do impacto social se traduz de forma ainda mais clara.




Um dos caminhos para materializar essa conexão está na criação de programas de voluntariado, nos quais empresas — e seus colaboradores — atuam de forma voluntária e não remunerada.


Segundo Lucas Conrado, diretor executivo do Estímulo, fundo de impacto para apoio ao empreendedorismo, essa é uma das maneiras mais eficazes de materializar o comprometimento social e engajar equipes.


“É muito claro que o propósito social não é apenas um “extra”, mas um elemento estratégico que pode orientar decisões, engajar pessoas e gerar valor real”, diz.


O Estímulo começou como um projeto voluntário apoiado por diferentes empresários brasileiros durante a pandemia.


Conrado, por sua vez, passou a integrar a equipe na prestação de serviços jurídicos, logo no início do projeto, também de forma voluntária. Hoje iniciativa consolidada, o fundo já originou mais de R$ 400 milhões em linhas de crédito para pequenos empreendedores.


Quais são os benefícios?


Para pequenas empresas, apoiar o voluntariado é uma forma concreta de alinhar estratégia e propósito, indo além do lucro e gerando impacto social positivo.


Ao incentivar colaboradores a se envolverem em causas relevantes, a empresa fortalece sua cultura organizacional, engaja equipes e constrói uma marca mais autêntica e conectada com a comunidade.


De acordo com Conrado, a maior proximidade com as comunidades impactadas traz um apelo adicional à associação de pequenas empresas ao voluntariado, especialmente devido ao fortalecimento de marca e geração de impacto direta.


“Na prática, isso se traduz em equipes mais engajadas, clientes mais conectados à marca e um posicionamento mais autêntico no mercado”, diz.


Do lado da cultura corporativa, o engajamento ajuda a superar gargalos comuns às PMEs, como a alta rotatividade do quadro de funcionários — que são tradicionalmente enxutos.


“É um efeito sistêmico. Quando há um ambiente em que as pessoas se sentem parte de algo maior e de uma cultura coesa, há efeitos diretos no negócio”, pontua Conrado.


Essa atuação também colabora para que uma PME esteja alinhada ao seu propósito, e com isso se conecte mais facilmente a uma clientela que compartilha do mesmo posicionamento, o que coopera para resultados positivos e perceptíveis no balanço.


”Empresas que demonstram compromisso social tendem a gerar mais confiança e conexão com seus públicos”, diz.


Por onde começar


Com orçamentos enxutos para a criação de programas complexos e pouco tempo à disposição para ações paralelas à operação, as pequenas empresas podem associar programas de voluntariado a um custo crescente e de difícil execução.


A solução está em concentrar esforços em iniciativas que possam ser encaixadas no escopo do negócio, seja pelo ramo de atuação ou proximidade física das comunidades impactadas, afirma Conrado.


Para ele, o primeiro passo é desenhar projetos de voluntariado que façam sentido para a PME, evitando replicar modelos derivados de outras companhias.


“O ideal é começar pequeno, com iniciativas próximas da operação. Tem que ser algo simples e conectado com o negócio”, diz.


“Uma empresa de contabilidade, por exemplo, pode passar a oferecer seus serviços para outras companhias próximas. Esta é uma maneira de amplificar o impacto”, conclui.


“Depois disso, a empresa pode iniciar com ações piloto, simples, mas bem organizadas, para testar formatos, aprender e evoluir”, defende o executivo, que também afirma que medir e comunicar os resultados é fundamental, assim como reconhecer os colaboradores envolvidos em cada projeto.


Exemplo real


Na Talento Senior, empresa que conecta profissionais sêniores ao mercado de trabalho, a atuação voluntária começou pela disposição para ensinar.


A empresa criou uma extensa comunidade de profissionais com o objetivo de oferecer conteúdo informativo e educativo semanalmente por meio de workshops, mentorias online e orientação de especialistas do mercado em temas como liderança, gestão e marketing.


Disponibilidade e interesse em fomentar a comunidade motivaram um número crescente de profissionais a decidir se unir à iniciativa e ceder seu tempo em mentorias gratuitas, explica Juliana Ramalho, fundadora da Talento Senior.


“Com o tempo, percebemos que esses profissionais precisavam de um grande projeto para abandonar o modo ‘empregabilidade’ e assumir uma posição de ‘trabalhabilidade’, que valorize suas competências e experiências e passarem a vender seus talentos sob demanda”, conta.


A iniciativa excedeu os limites da comunidade e ganhou escala em parceria com a aceleradora de ONGs Ashoka.


Com isso, a Talento Senior passará a conectar os profissionais de sua base a organizações sem fins lucrativos interessadas em mentorias em áreas específicas. Um outro projeto similar também está sendo lançado com Fundo  de Impacto Estímulo e com o hub de startups Learning Village.


De acordo com Juliana, a possibilidade de conexão com empresas de menor porte e com o terceiro setor foi uma alavanca para ampliar o interesse dos profissionais ao voluntariado.


“Essa oportunidade dele conhecer um novo universo nos conecta diretamente com nosso propósito como empresa”, diz.


“Muitos ali nunca tinham tido contato com esse perfil de empresas, apenas grandes corporações, então essa conexão é valiosa pois traz bagagem e futuramente, pode render projetos remunerados”, diz.


Uma das principais vantagens para as pequenas empresas envolvidas, segundo a empreendedora, é a proximidade com talentos experientes do mercado.


“Normalmente, uma pequena empresa enxerga o custo como uma barreira para ter acesso a profissionais gabaritados, e acha que jamais terá isso. Graças a projetos como esse, vemos isso sendo superado e a empresa passa a enxergar essa conexão com outros olhos”, diz.


 




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