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Cuiabá,13/04/2026

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Goldman Sachs tem lucro acima do esperado no 1º trimestre

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Goldman Sachs tem lucro acima do esperado no 1º trimestre

O Goldman Sachs reportou nesta segunda-feira (13) lucro acima das expectativas de Wall Street para o primeiro trimestre, impulsionado pelo desempenho da área de banco de investimentos e performance da divisão de negociação de ações.


O lucro por ação foi de US$ 17,55, superando a estimativa média dos analistas de US$ 16,49, de acordo com dados compilados pela LSEG.


Os mercados globais foram abalados pela guerra no Oriente Médio, com o aumento dos preços do petróleo aumentando os temores de inflação e preocupações com uma recessão.


A volatilidade acentuada no mercado de ações, no entanto, levou clientes a reavaliarem os portfólios, impulsionando as mesas de operações dos grandes bancos.




“O cenário geopolítico continua muito complexo – portanto, a gestão disciplinada de riscos deve permanecer fundamental para a nossa forma de operar”, apontou David Solomon, presidente-executivo do Goldman Sachs, em comunicado.


A receita da Goldman Sachs proveniente da intermediação e financiamento de negociações de ações aumentou 27%, atingindo o recorde de US$ 5,33 bilhões.


A divisão de renda fixa, moedas e commodities do banco, por sua vez, apresentou um ponto fraco, com queda de 10% na receita, para US$ 4,01 bilhões, devido à desaceleração nas negociações de taxas de juros e hipotecas.


Mercado de fusões e aquisições


Executivos de Wall Street esperam um ano forte para fusões e aquisições, apesar da atual incerteza decorrente da guerra no Oriente Médio, já que uma postura mais flexível em relação às regulamentações sob a administração do presidente Donald Trump e o boom da inteligência artificial devem sustentar grande parte dessa atividade.


O volume global de fusões e aquisições atingiu US$ 1,38 trilhão no primeiro trimestre, segundo dados compilados pela Dealogic. Analistas da Jefferies observaram que os gastos para fusões e aquisições aumentaram 19% em relação ao ano anterior, chegando a US$ 11,3 bilhões, com o Goldman Sachs liderando o mercado em participação.


O banco de investimento trabalhou em alguns grandes negócios no primeiro trimestre, incluindo a assessoria à Unilever para a fusão planejada dp negócio de alimentos com a McCormick para criar uma empresa de US$ 65 bilhões. Além disso, também trabalhou na proposta de parceria da Equitable com a Corebridge para formar uma seguradora de US$ 22 bilhões.


As tarifas provenientes de serviços de banco de investimento subiram para US$ 2,84 bilhões no primeiro trimestre, um aumento de 48% em relação ao ano anterior.


“As tendências do setor de bancos de investimento foram positivas, com grandes empresas impulsionando o fluxo de transações de fusões e aquisições, enquanto as ofertas públicas iniciais (IPOs) de grande porte permanecem na fila para o verão e o outono (no hemisfério norte)”, disse Stephen Biggar, analista bancário da Argus Research.


A receita da Goldman Sachs proveniente de gestão de ativos e patrimônio aumentou 10%, atingindo US$ 4,08 bilhões. O banco priorizou esse segmento para gerar renda mais estável, reduzindo a dependência de receitas mais voláteis de trading e banco de investimento.


Grandes IPOs no radar


O mercado de IPOs foi atingido por uma renovada incerteza alimentada por tensões geopolíticas que prejudicaram o apetite por risco em ações, mas algumas empresas, especialmente nos setores industrial e de defesa, seguiram em frente com planos de abertura de capital.


Segundo a Reuters, o Goldman Sachs garantiu um lugar como um dos principais bancos a gerir a oferta inicial de ações (IPO) da SpaceX, prevista para junho. A empresa liderada por Elon Musk poderá levantar US$ 75 bilhões, atingindo um valor de US$ 1,75 trilhão.


A expectativa é que a abertura de capital prepare o terreno para uma série de IPOs de grande porte este ano, incluindo os potenciais IPOs da OpenAI e da Anthropic.


O Goldman Sachs esteve entre os coordenadores do IPO da PayPay nos EUA, no valor de US$ 880 milhões, que avaliou a empresa apoiada pelo SoftBank em US$ 10,7 bilhões.




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