Seja bem-vindo
Cuiabá,13/04/2026

  • A +
  • A -
Publicidade

Júri de réus pela morte de Mãe Bernadete acontece em Salvador nesta segunda

cnnbrasil.com.br
Júri de réus pela morte de Mãe Bernadete acontece em Salvador nesta segunda

O júri popular dos dois acusados pelo assassinato da ialorixá e liderança quilombola Maria Bernadete Pacífico Moreira, conhecida como Mãe Bernadete, começou nesta segunda-feira (13), em Salvador. A sessão teve início às 8h, no Fórum Ruy Barbosa, e pode se estender para esta terça-feira (14), caso não seja concluída.


De acordo com o TJBA (Tribunal de Justiça da Bahia), estão sendo julgados Arielson da Conceição Santos e Marílio dos Santos, acusados de envolvimento na morte da líder quilombola. O júri é presidido pela juíza Gelzi Maria Almeida Souza Matos, titular da 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Salvador.


O julgamento havia sido adiado anteriormente após um pedido da nova defesa dos réus, segundo o TJ. A sessão estava inicialmente marcada para 24 de fevereiro, mas foi remarcada para abril.


Mãe Bernadete foi assassinada na noite de 17 de agosto de 2023, na sede do Quilombo Pitanga dos Palmares, no município de Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador. Ela estava em casa quando o imóvel foi invadido por homens armados e foi atingida por 25 disparos de arma de fogo.


No momento do crime, três netos da ialorixá estavam na residência. Eles foram retirados da sala antes dos disparos e não sofreram agressões físicas.




De acordo com a denúncia do Ministério Público da Bahia, Marílio dos Santos é apontado como mandante do crime e chefe do tráfico de drogas na região. Arielson da Conceição Santos é indicado como um dos executores. Ambos respondem por homicídio qualificado, com as agravantes de motivo torpe, meio cruel, impossibilidade de defesa da vítima e uso de arma de fogo de uso restrito. Arielson também responde pelo crime de roubo.


As investigações integram a Operação Pacific, conduzida pela Polícia Civil com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público e da 7ª Promotoria de Justiça de Simões Filho.


Conforme o inquérito policial, o homicídio teria sido motivado pela oposição firme da líder religiosa à atuação do tráfico de drogas no território quilombola e pela retirada de uma barraca, que, segundo a investigação, era utilizada para a venda de entorpecentes.


Nesta segunda-feira, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania acompanha o julgamento em Salvador. Em nota, a pasta afirma que a sessão representa um marco no enfrentamento à impunidade e um passo relevante na garantia de justiça para defensoras e defensores de direitos humanos e para comunidades tradicionais.


Outros três denunciados ainda serão julgados e devem enfrentar o Tribunal do Júri em data posterior. A CNN Brasil tenta localizar os advogados dos réus.




COMENTÁRIOS

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.