CPI rejeita relatório de Alessandro Vieira que mirava em ministros do STF e na PGR
veja.abril.com.br
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A CPI do Crime Organizado rejeitou, nesta terça-feira, 14, por 6 votos a 4, o relatório do senador Alessandro Vieira que pedia o indiciamento de ministros do STF e do chefe da PGR, Paulo Gonet, por crimes de responsabilidade.
Com pouco mais de 200 páginas, o documento citava os ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes e foi duramente criticado, ao longo do dia, por não apresentar elementos novos ou concretos sobre o crime organizado, alvo inicial da apuração.
Para pavimentar a derrota de Vieira, que tinha apoio da oposição bolsonarista, o governo manobrou para substituir senadores que integravam a comissão, trocando oposicionistas por petistas.
As críticas do documento aos ministros do STF levaram o presidente Edson Fachin a repudiar a citação dos integrantes da Corte, em nota divulgada no fim da tarde.
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“A Presidência do Supremo Tribunal Federal repudia de forma enfática a indevida inclusão e o alegado envolvimento dos Ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, indevidamente mencionados no relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito sobre o Crime Organizado, no Senado Federal”, diz a nota de Fachin.
Mais cedo, Gilmar Mendes disse que a CPI não tinha base legal para pedir indiciamento de ministros da Corte. Também citado, Dias Toffoli sugeriu que o relator da investigação, o senador Vieira, deveria ser declarado inelegível por investir contra ele e outros ministros.
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Flávio Dino também condenou a inclusão de nomes de colegas no documento, que acabou rejeitado.
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