Livro Bege do Fed aponta economia resiliente, mas guerra no Oriente Médio pressiona preços
O Federal Reserve divulgou nesta quarta-feira (15) o Livro Bege, relatório que reúne avaliações sobre as condições econômicas nos 12 distritos regionais do banco central americano. Segundo o documento, a atividade econômica dos Estados Unidos avançou em ritmo leve a moderado em oito das doze regiões analisadas.
O conflito no Oriente Médio foi citado como uma das principais fontes de incerteza no período, dificultando decisões empresariais relacionadas a contratações, formação de preços e novos investimentos. Diante desse cenário, muitas companhias têm adotado posturas mais cautelosas. Como reflexo, os gastos dos consumidores cresceram em algumas regiões, enquanto os preços dos combustíveis subiram de forma relevante.
No setor produtivo, a atividade manufatureira avançou na maior parte dos distritos. Já o sistema bancário permaneceu estável, com demanda por crédito variando entre estável e moderadamente positiva.
O mercado de trabalho também mostrou resiliência. O emprego ficou estável ou registrou leve alta na maior parte do país, embora um distrito tenha apontado pequena retração. A demanda por mão de obra foi descrita como constante, com baixa rotatividade, poucas demissões e contratações concentradas na reposição de vagas abertas.
Diversos distritos relataram melhora na oferta de trabalhadores, embora ainda exista dificuldade para preencher cargos especializados, principalmente em áreas técnicas. Em relação à inteligência artificial, a maioria das regiões informou que a tecnologia ainda não provocou impactos significativos no nível geral de emprego. Ainda assim, algumas empresas destacaram ganhos de produtividade com IA, o que permitiu adiar ou reduzir novas contratações. Os salários seguiram em trajetória de alta, embora em ritmo moderado.
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Na inflação, o relatório mostrou que o aumento dos custos de insumos superou a capacidade de repasse aos consumidores, pressionando as margens das empresas. Energia e combustíveis tiveram forte alta em todos os distritos, movimento atribuído ao conflito no Oriente Médio, o que elevou também despesas com frete e transporte, além de encarecer produtos como plásticos, fertilizantes e outros derivados de petróleo.
Outras pressões de custo também foram mencionadas. Vários distritos relataram aumento nos preços de metais, como aço, cobre e alumínio, em meio ao impacto de tarifas comerciais. Os custos ligados à tecnologia, tanto de hardware quanto de software, também avançaram no período.
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